Pescadores acionam MPF após descarte de peixe no Litoral do RS

Pescadores do Litoral Norte do Rio Grande do Sul acionaram o Ministério Público Federal (MPF) após uma operação que terminou com o descarte de mais de uma tonelada de peixe…
MP apreende 1,3 tonelada de pescado em Imbé e operação gera reação de pescadores e políticos

Pescadores do Litoral Norte do Rio Grande do Sul acionaram o Ministério Público Federal (MPF) após uma operação que terminou com o descarte de mais de uma tonelada de peixe em Imbé.

A denúncia, protocolada nesta segunda-feira (13), reúne 16 entidades e lideranças, incluindo o ativista Matheus Junges, e pede intervenção federal imediata.

O que motivou a denúncia dos pescadores?

O estopim foi a ação realizada na Feira do Peixe da PáscoArte, em Imbé. Durante a operação, uma força-tarefa descartou mais de 1.000 quilos de pescado em um caminhão de lixo.

Em nossas apurações, o episódio gerou revolta entre pescadores e moradores. Para as lideranças, o ato simboliza um desrespeito direto ao trabalho de famílias que dependem da pesca há gerações.

Quem acompanha o setor sabe: esse tipo de conflito entre fiscalização e pesca artesanal não é isolado, mas vem se intensificando nos últimos anos.

Quais são as acusações contra o Estado?

A representação ao MPF aponta que órgãos estaduais estariam ignorando legislações federais ao fiscalizar pescadores artesanais.

  • Descumprimento do Decreto 6.040/2007, que protege comunidades tradicionais
  • Desrespeito à Nota Técnica 03/2020 do MPF, que flexibiliza exigências sanitárias para comunidades locais
  • Exigência de padrões industriais incompatíveis com a pesca artesanal

O argumento central é direto: exigir estrutura industrial de pequenos pescadores pode inviabilizar a atividade.

O que os pescadores pedem ao MPF?

A denúncia inclui pedidos emergenciais e estruturais:

  • Suspensão imediata de apreensões e descartes de pescado
  • Investigação de possíveis abusos por parte de órgãos fiscalizadores
  • Criação de um Grupo de Trabalho federal com participação de entidades e governo

O grupo proposto incluiria órgãos como Ministério da Pesca, universidades e representantes das comunidades tradicionais.

O que está em jogo para o Litoral Norte?

Mais do que uma disputa legal, o caso envolve economia local e sobrevivência cultural.

O que vimos na prática foi um impacto direto na renda de famílias e no abastecimento local. Em regiões onde a pesca artesanal é base econômica, cada operação desse tipo gera efeito em cadeia.

Além disso, o descarte de alimentos próprios para consumo levanta questionamentos sobre desperdício e gestão pública.

Resumo Rápido

P: O que aconteceu?
R: Pescadores denunciaram ao MPF o descarte de mais de 1 tonelada de peixe em Imbé.

P: Por que isso é grave?
R: A ação pode ter afetado renda, cultura e segurança alimentar local.

P: O que pode acontecer agora?
R: O MPF pode intervir e criar regras específicas para a pesca artesanal.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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