A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu, na manhã desta sexta-feira (17), um empresário e ex-vereador de Porto Alegre suspeito de comandar um esquema de fraude em licitações que atingiu Osório e Capão da Canoa, no Litoral Norte.
Batizada de Operação Effluxus, a investigação aponta a existência de um grupo econômico oculto que manipulava concorrências públicas por meio de empresas ligadas entre si.
Como funcionava o esquema de fraude nas licitações?
Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava duas empresas que, na prática, pertenciam ao mesmo controlador, mas apareciam como concorrentes distintas.
– Uma empresa sempre vencia as licitações
– A outra apresentava propostas mais altas para simular concorrência
– Os contratos envolviam serviços como hidrojateamento e limpeza de redes
As contratações investigadas ocorreram entre 2024 e 2025 e envolvem órgãos públicos como prefeituras de Osório, Capão da Canoa, Gramado e Gravataí, além da Polícia Penal.
Os órgãos públicos teriam sido vítimas.
Quem são os envolvidos na Operação Effluxus?
Em nossas apurações, o que chamou atenção foi o nível de envolvimento familiar no esquema.
Além do principal suspeito, foram cumpridos mandados contra:
– Três filhas do empresário
– Um irmão
– Outros dois filhos que também são investigados
Um dos filhos foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo durante o cumprimento de mandados.
Quais foram as medidas tomadas pela Justiça?
A operação resultou em uma série de medidas judiciais:
– Prisão preventiva do principal investigado
– Nove mandados de busca e apreensão
– Bloqueio de cerca de R$ 2,5 milhões em bens
– Indisponibilidade de imóveis e veículos
– Proibição de contratar com o poder público
Durante uma das ações, um celular foi arremessado pela janela por um dos investigados, mas acabou recuperado pelos policiais.
Quais crimes estão sendo investigados?
O grupo é investigado por uma série de crimes, incluindo:
– Fraude à licitação
– Associação criminosa
– Falsidade ideológica
– Corrupção de testemunha
Uma ex-funcionária afirmou que recebeu oferta de R$ 2 mil para “abafar” informações relevantes.
Há ainda indícios de dumping social, prática em que empresas reduzem custos desrespeitando direitos trabalhistas.
Resumo Rápido
P: Quem foi preso?
R: Um empresário e ex-vereador de Porto Alegre suspeito de liderar fraude em licitações.
P: Onde ocorreram as irregularidades?
R: Em Osório, Capão da Canoa, Gramado, Gravataí e na Polícia Penal.
P: Qual o valor envolvido?
R: Cerca de R$ 2,5 milhões em contratos sob suspeita.



















