Super El Niño pode ser o mais forte em 140 anos

O El Niño pode entrar para a história como o mais intenso em 140 anos, segundo novas projeções climáticas internacionais — e o impacto direto pode atingir novamente o Sul…
Super El Niño pode ser o mais forte em 140 anos

O El Niño pode entrar para a história como o mais intenso em 140 anos, segundo novas projeções climáticas internacionais — e o impacto direto pode atingir novamente o Sul do Brasil.

Modelos do Centro Europeu de Previsão Meteorológica (ECMWF) indicam a possibilidade de um super El Niño entre o fim de 2026 e início de 2027, com potencial para elevar temperaturas globais e alterar drasticamente o regime de chuvas.

O que torna esse El Niño diferente?

O fenômeno ocorre quando as águas do Oceano Pacífico aquecem acima da média. Mas, neste caso, o alerta é maior.

El Niño comum: aquecimento de 0,5°C

Super El Niño: acima de 2°C

Em nossas apurações, especialistas indicam que o novo evento pode superar o de 2015, quando o Pacífico atingiu 2,8°C acima da média.

Quem acompanha esse setor sabe: quanto maior o aquecimento, maior o impacto global.

O que pode acontecer no Brasil?

O padrão já é conhecido — e preocupa.

Sul: chuvas acima da média e risco de enchentes

Nordeste: períodos de seca

O que vimos na prática em 2024 foi um exemplo extremo disso, com enchentes históricas no Rio Grande do Sul. Agora, o cenário pode se repetir — ou até se intensificar.

Segundo especialistas, o El Niño aumenta significativamente a chance de eventos extremos no Sul, mas cada episódio tem suas particularidades.

Impacto global: calor, seca e eventos extremos

Se confirmado, o fenômeno pode provocar uma cadeia de efeitos climáticos no planeta:

Secas severas na África, Austrália e partes da Ásia

Chuvas intensas em regiões da América do Sul próximas ao Equador

Mais ondas de calor na América, Europa e Oriente Médio

Aumento de ciclones no Pacífico

Outro ponto crítico é o impacto na temperatura global. Eventos intensos de El Niño liberam calor do oceano para a atmosfera, elevando os termômetros em escala planetária.

2027 pode ser o ano mais quente já registrado?

Sim — e essa é uma das projeções mais preocupantes.

Os modelos indicam que 2027 tem alto potencial de quebrar recordes globais de temperatura, impulsionado pela combinação entre El Niño e aquecimento global.

Em nossas análises, esse cenário cria um efeito acumulativo: o planeta não consegue dissipar o calor de um evento antes que outro comece.

Há risco econômico e na agricultura?

Sim, e ele é relevante.

Quebra de safra em regiões com seca

Excesso de chuva prejudicando colheitas no Sul

Pressão sobre alimentos e abastecimento de água

O impacto pode atingir diretamente o preço dos alimentos e a segurança hídrica em várias regiões do mundo.

Resumo Rápido

P: O que está sendo previsto?
R: Um super El Niño que pode ser o mais forte em 140 anos.

P: O que muda no Brasil?
R: Mais chuva no Sul e risco de seca no Nordeste.

P: Quando isso pode acontecer?
R: Entre o fim de 2026 e 2027.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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