Cinema: 5 filmes imperdíveis que estreiam nesta semana de abril de 2026

Conheça histórias que chegam às telonas e prometem emoção, reflexão e narrativas intensas e envolventes

Para quem gosta de boas histórias e diferentes estilos de narrativa, a semana chega com novidades no cinema. Entre filmes inéditos e releituras, a programação reúne títulos para diferentes gostos. Com opções variadas que vão do suspense ao drama existencial, passando pela fantasia, pelo documentário e por narrativas mais intimistas, a seleção convida a sair da rotina e explorar novas formas de ver e sentir a sétima arte, prendendo a atenção do início ao fim.

A seguir, confira 5 filmes imperdíveis que estreiam nesta semana nos cinemas!

1. Caso 137 – 16/04

Em “Caso 137”, uma investigação policial revela inconsistências e possíveis falhas estruturais após um incidente com forças de segurança (Imagem: Reprodução digital | Autoral Filmes)

No longa francês “Caso 137”, de Dominik Moll, a trama acompanha uma investigação policial que ganha contornos cada vez mais complexos após um incidente envolvendo forças de segurança. A partir de um caso inicialmente tratado como isolado, o filme segue o trabalho de um investigador que passa a identificar inconsistências nos depoimentos e lacunas na versão oficial. Conforme a apuração avança, surgem indícios de que o episódio pode estar ligado a questões estruturais mais profundas.

Com abordagem realista e tom investigativo, a narrativa se desenvolve explorando os bastidores da apuração e os dilemas enfrentados por quem busca a verdade em meio a pressões institucionais. O filme aposta em uma construção gradual de tensão, trazendo à tona discussões sobre responsabilidade, transparência e os limites da atuação do Estado.

2. O Estrangeiro – 16/04

Imagem em preto e branco mostrando um homem jovem refletido em um espelho com moldura de bambu. O reflexo foca em seu rosto, que demonstra uma expressão melancólica ou pensativa. No canto inferior direito do espelho, está presa uma pequena fotografia antiga de uma mulher. O rosto real do homem aparece em primeiro plano, desfocado, à esquerda.
Em “O Estrangeiro”, a apatia de Meursault é colocada em julgamento em uma história que questiona crime, consciência e o sentido da existência (Imagem: Reprodução digital | California Filmes)

Baseado na obra de Albert Camus, o filme “O Estrangeiro”, dirigido por François Ozon, acompanha Meursault, um homem francês que vive na Argélia sob domínio colonial em 1930 e se caracteriza por sua postura apática e indiferente diante da vida. Após a morte de sua mãe, ele não demonstra reação emocional significativa e retoma rapidamente sua rotina, iniciando um relacionamento com Marie e mantendo uma existência marcada pela ausência de envolvimento afetivo. No entanto, sua trajetória é abalada ao se envolver com o vizinho em situações que culminam em um episódio violento.

A partir desse acontecimento, Meursault é levado a julgamento, em um processo que ultrapassa a análise do crime e passa a examinar sua personalidade e sua relação com o mundo ao redor. Filmado em preto e branco, o longa estreou no Festival de Veneza e se destacou na temporada de prêmios do cinema francês. A produção recebeu quatro indicações ao César Awards, com Pierre Lottin vencendo como Melhor Ator Coadjuvante, enquanto Benjamin Voisin conquistou o prêmio de Melhor Ator no Prix Lumière, que também premiou o longa como Melhor Filme e Melhor Fotografia.

3. Pinóquio – 16/04

Close-up do boneco Pinóquio em uma animação. Ele é feito de madeira clara com texturas visíveis, tem olhos azuis expressivos e um sorriso leve. Ele veste uma camisa de veludo vermelho e carrega um livro amarelo sob o braço. O fundo mostra um arco de pedra abrindo-se para uma paisagem ensolarada com árvores.
No filme “Pinóquio”, uma nova adaptação da clássica história acompanha a jornada do boneco de madeira em busca de se tornar um menino de verdade (Imagem: Reprodução digital | Paris Filmes)

Dirigido por Igor Voloshin, o longa apresenta uma nova adaptação da história de Pinóquio, originalmente criada por Carlo Collodi, mas reinterpretada a partir da versão russa de Buratino, personagem desenvolvido por Alexei Tolstoy. Na trama, o carpinteiro Gepeto faz um desejo ao ver uma estrela cadente: que o boneco de madeira que acabou de construir se torne um menino de verdade. O pedido se realiza, e Pinóquio ganha vida, iniciando uma jornada repleta de descobertas.

Ao longo do caminho, o protagonista enfrenta diferentes desafios e aventuras que colocam à prova valores como coragem, amizade e responsabilidade. Com forte apelo visual, a produção aposta em efeitos especiais e em uma narrativa voltada ao público familiar, ao mesmo tempo em que incorpora elementos próprios da cultura russa, diferenciando-se das versões mais conhecidas da história.

4. A Voz de Deus – 16/04

Cartaz do filme "A Voz de Deus", de Miguel Antunes Ramos. A imagem é composta por dois quadros horizontais sobrepostos. No topo, o perfil de uma criança pequena olhando para a esquerda em um ambiente urbano noturno. Abaixo, o rosto de um jovem em tons azulados, olhando para baixo de forma introspectiva. O título está centralizado em letras amarelas grandes.
Em “A Voz de Deus”, a trajetória de jovens pregadores evangélicos expõe os impactos da fama precoce (Imagem: Reprodução digital | Embaúba Filmes)

Dirigido por Miguel Antunes Ramos, “A Voz de Deus” é um documentário que retrata a realidade de jovens pregadores evangélicos que ganharam notoriedade ainda na infância. A narrativa acompanha Daniel Pentecoste, hoje com 17 anos, que enfrenta as consequências de uma exposição precoce após ter sido um dos pregadores mirins mais conhecidos do país. Entre frustrações pessoais e expectativas familiares, sua trajetória revela os impactos da fama em uma fase decisiva da vida.

Em contraponto, o longa apresenta João Vitor Ota, de 12 anos, que atualmente vive o auge desse fenômeno, acumulando seguidores e mobilizando multidões com suas pregações. Ao conectar ambas as histórias, o filme evidencia padrões que se repetem e propõe uma reflexão sobre fé, visibilidade e os efeitos da projeção pública na infância e adolescência.

5. Vidas Entrelaçadas – 16/04

Fotografia de Angelina Jolie em um ambiente interno luxuoso com uma escadaria monumental ao fundo. Ela está de perfil, olhando para cima com uma expressão serena. O cenário é marcado por múltiplos espelhos que refletem a escada e sua própria silhueta, criando um efeito visual complexo de repetição e profundidade. Ela veste um casaco preto longo.
Na obra “Vidas Entrelaçadas”, uma diretora de cinema vê sua vida transformada ao enfrentar um diagnóstico enquanto cruza caminhos com mulheres do universo da alta-costura (Imagem: Reprodução digital | Synapse Distribution)

Estrelado por Angelina Jolie, “Vidas Entrelaçadas” acompanha Maxine Walker, uma diretora de cinema norte-americana que viaja a Paris durante a Semana de Moda para um novo trabalho. Inserida no universo da alta-costura, ela conhece a modelo sul-sudanesa Ada e a maquiadora francesa Angèle, com quem passa a compartilhar experiências que atravessam não apenas o ambiente profissional, mas também questões pessoais profundas.

Ao mesmo tempo, Maxine enfrenta um diagnóstico que transforma sua perspectiva sobre o próprio corpo e a vida, criando um contraste entre o glamour da moda e a vulnerabilidade humana. A partir desse encontro entre diferentes trajetórias, o filme, dirigido por Alice Winocour, constrói uma narrativa sobre identidade, sobrevivência e autodescoberta, explorando como relações e experiências podem redefinir caminhos em meio a momentos decisivos.

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Este conteúdo foi produzido em parceria com colaborador do Portal Litoralmania. O Litoralmania revisa, edita e publica o material assegurando qualidade, apuração e transparência, mantendo seu compromisso com informações confiáveis e bem fundamentadas.

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