O Rio Grande do Sul atingiu em abril o maior índice de inadimplência já registrado pela Serasa desde 2016, com 46,90% da população adulta endividada em atraso.
Mais de 4,1 milhões de gaúchos estão inadimplentes
O levantamento Mapa da Inadimplência, realizado pela Serasa, aponta que 4.168.416 gaúchos estavam inadimplentes em abril de 2026.
Em março, o número era de 4.128.929 pessoas, representando crescimento de 0,96% em apenas um mês.
A soma das dívidas em atraso no Estado já alcança impressionantes R$ 32,6 bilhões.
RS registra maior índice desde o início da série histórica
O percentual de inadimplentes no Rio Grande do Sul chegou a 46,90%, maior marca desde o início do monitoramento da Serasa, em 2016.
O dado significa que praticamente metade da população adulta gaúcha possui contas atrasadas.
O avanço contínuo da inadimplência passou a preocupar especialistas devido aos impactos diretos no consumo e na economia regional.
Entenda a diferença entre endividado e inadimplente
Quem é considerado endividado
Endividado é qualquer consumidor que possui contas a pagar, como:
- Parcelas de cartão de crédito
- Financiamentos
- Empréstimos
- Compras parceladas
Quem é considerado inadimplente
Inadimplente é quem não conseguiu pagar a dívida dentro do prazo estabelecido.
Nesses casos, o débito passa a constar em registros de restrição de crédito.
Porto Alegre lidera ranking da inadimplência no Estado
Porto Alegre segue como o município gaúcho com maior número absoluto de inadimplentes.
Em abril, foram registrados 593 mil consumidores com contas atrasadas, contra 587 mil em março.
Somente na Capital, o volume de dívidas em atraso chega a R$ 4,9 bilhões.
Cartão de crédito lidera dívidas em atraso
Entre os segmentos com maior peso na inadimplência gaúcha, bancos e cartões de crédito lideram os registros.
Segundo a Serasa, esse grupo representa 27,26% dos casos de inadimplência no Estado.
Na sequência aparecem contas recorrentes, como:
- Água
- Luz
- Gás
Especialista alerta para “bola de neve” financeira
O especialista em seguros da Serasa, Guilherme Oliveira, afirma que o crescimento contínuo da inadimplência preocupa pelo impacto social e econômico.
Segundo ele, atrasar contas essenciais e utilizar excessivamente o cartão de crédito aumenta o risco de descontrole financeiro.
O especialista também destaca que juros elevados dificultam a recuperação financeira das famílias.
Brasil também registra avanço da inadimplência
O cenário nacional acompanha a tendência observada no Rio Grande do Sul.
Em abril, o Brasil atingiu 83,3 milhões de inadimplentes.
Em março eram 82,8 milhões, enquanto fevereiro havia fechado com 81,7 milhões.
O índice nacional chegou a 50,81% da população adulta brasileira.
Litoral Norte também sente impacto econômico
No Litoral Norte gaúcho, o avanço da inadimplência afeta diretamente setores ligados ao comércio, construção civil e serviços.
Cidades com forte dependência do turismo e da economia sazonal registram maior sensibilidade à redução do consumo das famílias.
O cenário também pressiona pequenos negócios da região, especialmente durante períodos de baixa temporada, quando há redução na circulação de turistas pela Free Way e Estrada do Mar.
Análise do Editor: inadimplência altera comportamento econômico no RS
O crescimento recorde da inadimplência indica uma mudança estrutural no padrão de consumo dos gaúchos. Com juros elevados, crédito mais caro e inflação acumulada em despesas básicas, famílias passaram a priorizar sobrevivência financeira em vez de novos investimentos ou consumo.
No Litoral Norte, onde parte significativa da economia depende de serviços, turismo e comércio sazonal, a redução da capacidade de compra impacta diretamente negócios locais.
Direto ao ponto
- RS atingiu recorde histórico de inadimplência em abril
- Mais de 4,1 milhões de gaúchos têm dívidas em atraso
- Volume das dívidas chega a R$ 32,6 bilhões
- Cartão de crédito lidera os casos de inadimplência
- Porto Alegre concentra maior número de inadimplentes




















