A Praia do Cassino, em Rio Grande, voltou a registrar um fenômeno que chama atenção: um verdadeiro “tapete de lama” tomou conta de parte da orla e mudou completamente a paisagem.
O trecho entre as guaritas 12 e 16 foi bloqueado para veículos com bancos de areia, como forma de reduzir riscos de acidentes. Para quem caminha, o alerta é o mesmo: o solo está instável e escorregadio em diversos pontos.
Por que a lama apareceu na Praia do Cassino?
Segundo pesquisadores do Instituto de Oceanografia da FURG, o fenômeno é natural e recorrente. Ele ocorre a partir da combinação de correntes marítimas, acúmulo de sedimentos e eventos extremos.
Em nossas apurações, especialistas foram diretos: ressacas e ciclones aceleram esse processo, deslocando bancos de lama do fundo do mar até a faixa de areia.
A Portos RS confirmou que o episódio recente tem ligação direta com o ciclone extratropical que atingiu o Rio Grande do Sul na última semana, afastando qualquer relação com operações de dragagem.
Há risco para quem frequenta a praia?
Sim. O principal risco está na instabilidade do solo, que pode ceder ou causar escorregões.
- Veículos: risco de atolamento
- Pedestres: risco de queda
- Ciclistas: dificuldade de mobilidade
O que vimos na prática foi uma faixa extensa de lama dificultando até caminhadas simples, o que reforçou a necessidade de bloqueio preventivo.
Quando a situação deve normalizar?
A tendência é que o cenário mude nos próximos dias. Especialistas apontam que a própria dinâmica das marés deve redistribuir os sedimentos e limpar a faixa de areia gradualmente.
Quem acompanha o comportamento costeiro sabe que esse tipo de fenômeno pode desaparecer tão rápido quanto surgiu — dependendo das condições do mar.
Resumo Rápido
P: O que aconteceu na Praia do Cassino?
R: Um “tapete de lama” cobriu parte da orla após um ciclone.
P: O trecho está liberado?
R: Não. Entre as guaritas 12 e 16 há bloqueio para veículos.
P: Quando volta ao normal?
R: Nos próximos dias, com a ação das marés.





















