Energia subaquática na Lagoa dos Patos deve reduzir apagões no Litoral Sul

A energia subaquática na Lagoa dos Patos é a principal aposta para resolver um problema histórico em São José do Norte: a instabilidade no fornecimento de energia. Com previsão de…
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Foto: Fernando Montanari/Divulgação Prysmian

A energia subaquática na Lagoa dos Patos é a principal aposta para resolver um problema histórico em São José do Norte: a instabilidade no fornecimento de energia. Com previsão de início ainda em abril, a nova estrutura promete reduzir apagões frequentes que afetam moradores e empresas.

O que está acontecendo e por quê

O município de São José do Norte depende hoje de uma única estrutura de distribuição, o que o torna vulnerável às condições climáticas, especialmente aos ventos intensos da região.

Cerca de 15,2 mil clientes são atendidos pela CEEE Equatorial, em um sistema considerado limitado diante da demanda e da geografia local.

O novo projeto prevê um investimento de R$ 43 milhões para instalar um circuito subaquático de 3,9 quilômetros, conectando Rio Grande a São José do Norte pela Lagoa dos Patos.

Com a ampliação, a cidade passará a contar com três alimentadores de energia, aumentando a capacidade de distribuição.

Por que a energia subaquática é considerada mais segura

Diferente das redes aéreas tradicionais, a estrutura submersa não fica exposta a fenômenos climáticos, como ventos fortes, tempestades e quedas de árvores.

Na prática, isso deve gerar:

  • Menos oscilações de energia
  • Redução significativa de apagões
  • Menor impacto de eventos climáticos

Impacto direto na rotina da população

Hoje, moradores relatam quedas de energia mais de uma vez por semana, dependendo das condições do tempo.

Os principais problemas enfrentados incluem:

  • Queima de eletrodomésticos
  • Perda de alimentos
  • Interrupção de atividades comerciais
  • Demora no restabelecimento da energia

No comércio, os prejuízos são frequentes. Empresários já precisaram investir em geradores próprios para manter o funcionamento durante as falhas no sistema.

Quando o sistema deve começar a funcionar

A previsão é que a instalação da rede e das cabines seja concluída até o final de abril. Após essa etapa, o sistema entra em operação.

Em resumo

A energia subaquática vai acabar com os apagões?

A expectativa é de redução nas quedas, já que o sistema não sofre impacto direto do clima.

Quando entra em operação?

A previsão é começar a funcionar ainda em abril, após a conclusão das instalações.

O que muda para moradores e empresas?

Mais estabilidade, menos prejuízos e maior segurança no fornecimento de energia.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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