Três amigos morreram em poucos dias na comunidade de Pinheirinho, no interior de Ibirubá, em uma sequência de perdas que abalou moradores da região.
Comunidade do interior gaúcho vive dias de comoção
A localidade de Pinheirinho, situada no interior do município de Ibirubá, no Rio Grande do Sul, enfrenta um episódio de luto após a morte consecutiva de três amigos conhecidos na comunidade.
As perdas aconteceram em um intervalo de apenas alguns dias e provocaram forte repercussão entre moradores e familiares, principalmente pela ligação de amizade construída ao longo de décadas.
O trio era presença frequente em encontros comunitários, partidas de bocha, confraternizações e rodas de música típicas do interior gaúcho.
Primeira morte deu início à sequência de tragédias
A sucessão de perdas começou na quarta-feira, dia 20, com o falecimento de Gentil Scapini, de 78 anos.
Segundo relatos de familiares e conhecidos, Gentil sabia da gravidade de seu estado de saúde e deixou um pedido especial antes da despedida.
Ele desejava que seu amigo de infância, João Sebastião Gularte Correa, de 76 anos, tocasse gaita durante a cerimônia fúnebre.
Músico sofre parada cardíaca enquanto homenageava amigo
O desejo foi atendido na manhã de quinta-feira (21), durante o velório realizado na Capela Mortuária de Ibirubá.
Enquanto executava músicas ao lado do caixão do amigo de longa data, João Sebastião sofreu uma parada cardiorrespiratória fulminante.
Equipes foram acionadas, mas ele não resistiu e morreu ainda no local da cerimônia.
A cena gerou forte impacto emocional entre familiares e moradores que acompanhavam o velório.
Amizade ultrapassava quatro décadas
Gentil e João Sebastião mantinham uma amizade de mais de 40 anos.
Terceira morte aumentou clima de tristeza
Quando a comunidade ainda tentava lidar com o impacto do duplo luto, uma nova notícia ampliou a comoção.
No sábado (23), morreu João Sélio da Silva Mendes, de 69 anos, cunhado de Gentil e integrante próximo do círculo de amizade da dupla.
Interior do RS mantém forte tradição comunitária
Em localidades pequenas do interior gaúcho, amizades construídas ao longo de décadas costumam ultrapassar os vínculos familiares.
Eventos como jogos de bocha, festas comunitárias e rodas de música seguem sendo parte importante da cultura regional.





















