Feminicídio em Osório: o que se sabe sobre a condenação
O caso de feminicídio em Osório, que chocou o Litoral Norte teve um desfecho judicial na quarta-feira (8). O réu foi condenado a 28 anos e 10 meses de prisão por matar a companheira, Nara Denise dos Santos, e ocultar o corpo dentro de uma geladeira concretada.
A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri, que reconheceu homicídio triplamente qualificado — por motivo fútil, meio cruel e feminicídio — além do crime de ocultação de cadáver. A execução da pena é imediata, com manutenção da prisão preventiva.
O que está acontecendo e por quê
Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul, o crime ocorreu em 5 de janeiro de 2024, dentro da casa onde o casal vivia. A motivação teria sido uma discussão relacionada ao uso do cartão bancário da vítima.
A investigação apontou que a mulher foi morta por asfixia mecânica com compressão no pescoço, caracterizando meio cruel. O contexto de relação íntima entre vítima e agressor também reforçou a tipificação como feminicídio.
Após o assassinato, o condenado tentou dificultar a investigação com ações extremas:
- Tentativa de esquartejamento do corpo
- Intenção de incêndio para destruir evidências
- Ocultação do cadáver dentro de uma geladeira
- Concretagem do corpo dentro de uma geladeira para impedir a descoberta
Relembre o caso
A aposentada Nara Denise dos Santos, de 61 anos, foi encontrada morta dentro da própria casa, em Osório em janeiro de 2024. A investigação revelou que o crime havia ocorrido dias antes e veio à tona de forma ainda mais impactante: o corpo da vítima estava concretado dentro de uma geladeira no chão do imóvel.
Na ocasião, o principal suspeito — companheiro da vítima havia cerca de cinco anos — foi quem acionou a Brigada Militar, alegando inicialmente ter encontrado Nara sem vida.
Durante o atendimento, porém, acabou confessando informalmente o assassinato. Ele acompanhou a ação policial dentro da residência, autorizou a entrada dos agentes e entregou as chaves do imóvel, onde foram encontradas também imagens religiosas espalhadas.
Segundo a polícia, o homem chegou a alegar estar “possuído por uma entidade”. Apesar da brutalidade do caso, não havia registros anteriores de ocorrências ou denúncias envolvendo o casal.
Em resumo
Qual foi a pena do condenado?
28 anos e 10 meses de prisão, em regime inicial fechado, com execução imediata.
O que caracterizou o feminicídio?
A relação íntima entre vítima e agressor, somada ao crime motivado por conflito doméstico e violência contra a mulher.




















