Feminicídio em Osório: réu é condenado a quase 29 anos de prisão por morte de companheira

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Feminicídio em Osório: o que se sabe sobre a condenação

O caso de feminicídio em Osório,  que chocou o Litoral Norte teve um desfecho judicial na quarta-feira (8). O réu foi condenado a 28 anos e 10 meses de prisão por matar a companheira, Nara Denise dos Santos, e ocultar o corpo dentro de uma geladeira concretada.

A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri, que reconheceu homicídio triplamente qualificado — por motivo fútil, meio cruel e feminicídio — além do crime de ocultação de cadáver. A execução da pena é imediata, com manutenção da prisão preventiva.

O que está acontecendo e por quê

Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul, o crime ocorreu em 5 de janeiro de 2024, dentro da casa onde o casal vivia. A motivação teria sido uma discussão relacionada ao uso do cartão bancário da vítima.

A investigação apontou que a mulher foi morta por asfixia mecânica com compressão no pescoço, caracterizando meio cruel. O contexto de relação íntima entre vítima e agressor também reforçou a tipificação como feminicídio.

Após o assassinato, o condenado tentou dificultar a investigação com ações extremas:

  • Tentativa de esquartejamento do corpo
  • Intenção de incêndio para destruir evidências
  • Ocultação do cadáver dentro de uma geladeira
  • Concretagem do corpo dentro de uma geladeira para impedir a descoberta

Relembre o caso

A aposentada Nara Denise dos Santos, de 61 anos, foi encontrada morta dentro da própria casa, em Osório em janeiro de 2024. A investigação revelou que o crime havia ocorrido dias antes e veio à tona de forma ainda mais impactante: o corpo da vítima estava concretado dentro de uma geladeira no chão do imóvel.

Na ocasião, o principal suspeito — companheiro da vítima havia cerca de cinco anos — foi quem acionou a Brigada Militar, alegando inicialmente ter encontrado Nara sem vida.

Durante o atendimento, porém, acabou confessando informalmente o assassinato. Ele acompanhou a ação policial dentro da residência, autorizou a entrada dos agentes e entregou as chaves do imóvel, onde foram encontradas também imagens religiosas espalhadas.

Segundo a polícia, o homem chegou a alegar estar “possuído por uma entidade”. Apesar da brutalidade do caso, não havia registros anteriores de ocorrências ou denúncias envolvendo o casal.

Em resumo

Qual foi a pena do condenado?

28 anos e 10 meses de prisão, em regime inicial fechado, com execução imediata.

O que caracterizou o feminicídio?

A relação íntima entre vítima e agressor, somada ao crime motivado por conflito doméstico e violência contra a mulher.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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