“Sou Preto, de Maçambique e Quicumbi” foi a grande vencedora da 31ª Tafona da Canção Nativa de Osório, encerrada na noite deste sábado (23), no Largo dos Estudantes Sônia Chemale.
Tafona levou multidão ao Centro de Osório
A edição de 2026 da Tafona da Canção Nativa marcou uma mudança histórica no festival ao transferir a estrutura principal para o Centro de Osório.
O evento ocorreu durante três noites no Largo dos Estudantes Sônia Chemale e reuniu grande público em uma área de fácil acesso para moradores e visitantes do Litoral Norte gaúcho.
A proposta aproximou a comunidade da música nativista e ampliou a circulação de pessoas na região central da cidade.
Canção campeã destaca ancestralidade e cultura afro-gaúcha
A música vencedora, “Sou Preto, de Maçambique e Quicumbi”, conquistou o Troféu Carlos Catuípe e também levou o prêmio de Melhor Instrumentista.
A composição trouxe referências diretas ao Maçambique e ao Quicumbi, manifestações culturais afro-brasileiras presentes na formação histórica e cultural do Rio Grande do Sul.
O resultado reforçou a valorização da diversidade dentro da música regional gaúcha e emocionou o público presente na final.
Luiz Marenco foi atração da noite decisiva
A última noite do festival contou ainda com show do músico Luiz Marenco, um dos principais nomes da música regional do Sul do Brasil.
Enquanto o público acompanhava a apresentação, os jurados concluíam a avaliação das 12 canções finalistas.
Festival recebeu 541 músicas inscritas
A comissão avaliadora analisou um total de 541 canções inscritas para selecionar as obras participantes da edição.
Participaram do júri Oristela Alves, Tony Brum, Loma Pereira, Luciano Maia e Rodrigo Munari.
Além da escolha das músicas finalistas, os jurados também definiram os vencedores técnicos de interpretação, melodia, letra e instrumental.
Mudança para o Centro consolidou novo modelo do festival
O prefeito de Osório, Romildo Bolzan Júnior, destacou a consolidação do Largo dos Estudantes como palco definitivo da Tafona.
Segundo ele, a proposta do espaço surgiu ainda em meados de 1995 e 1996, mas ganhou força definitiva com a realização do festival no coração da cidade.
Confira os vencedores da 31ª Tafona da Canção Nativa
Premiação principal
- 1º lugar – Troféu Carlos Catuípe: Sou Preto, de Maçambique e Quicumbi
- 2º lugar – Troféu Carlos Catuípe: Filhas do Vento
- 3º lugar – Troféu Carlos Catuípe: Amália que Benze
Premiações técnicas
- Melhor Intérprete – Troféu Clea Gomes: Su Paz e Kawany Klain (Amália que Benze)
- Melhor Melodia – Troféu Loreno Santos: Charlise Bandeira e Felipe Goulart (Filhas do Vento)
- Melhor Instrumentista – Troféu Sebastião Teixeira: Marcelo Pimentel (Sou Preto, de Maçambique e Quicumbi)
- Melhor Letra – Troféu Tropeiros do Divino: Ivan Terra (Quartos de Lua)
- Canção Mais Popular – Troféu Tribo Maçambiqueira: Bah2!! (Renato Júnior)
Troféus foram produzidos por artista osoriense
Os troféus entregues aos vencedores foram esculpidos pelo artista Haroldo Machado.
A 31ª Tafona da Canção Nativa foi realizada pela Prefeitura de Osório, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Turismo, Cultura e Juventude.
O evento contou com apoio do Banrisul e de programas culturais do Estado através do projeto Nativismo Em Cena Pelo Interior.

DIRETO AO PONTO
- “Sou Preto, de Maçambique e Quicumbi” venceu a 31ª Tafona
- Festival reuniu grande público no Centro de Osório
- 541 músicas foram inscritas na edição
- Luiz Marenco fez show na noite final
- Evento movimentou turismo e comércio do Litoral Norte





















