O assoreamento das lagoas do Litoral Norte voltou ao centro do debate estadual após reunião entre o deputado estadual Luciano Silveira e a secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann, para tratar de batimetria, desassoreamento e recuperação da Lagoa do Marcelino, em Osório.
O encontro reforça um ponto sensível para a região: sem dados técnicos atualizados e ações coordenadas, o avanço do assoreamento pode ampliar alagamentos e comprometer a pesca artesanal.
O que está acontecendo com as lagoas do Litoral Norte
O principal tema da reunião foi a realização de batimetria nas lagoas e canais. O estudo mede a profundidade e o relevo subaquático, permitindo identificar áreas críticas com acúmulo excessivo de sedimentos.
Hoje, segundo o parlamentar, a ausência de levantamentos recentes dificulta:
- Planejamento de obras de desassoreamento;
- Prevenção de alagamentos em períodos de chuva intensa;
- Segurança da navegação em lagoas e canais;
- Preservação dos ecossistemas lagunares.
Por que o assoreamento preocupa economia e meio ambiente
O assoreamento ocorre quando sedimentos como areia, terra e matéria orgânica se acumulam no fundo das lagoas. No Litoral Norte, o fenômeno tem sido associado à ocupação irregular do solo, drenagens inadequadas e eventos climáticos extremos.
Os impactos são diretos na:
- Pesca artesanal
- Turismo
- Segurança
- Meio ambiente
Lagoa do Marcelino, em Osório, entra na lista de prioridades
A Lagoa do Marcelino, localizada em Osório, também foi tratada na reunião.
O que pode mudar a partir de agora
Na próxima semana, durante a Assembleia de Verão da Famurs, em Torres, o gabinete do deputado deve promover uma reunião com a Secretaria de Meio Ambiente, órgãos competentes e empreendedores para avançar na pauta das lagoas.
Para Luciano Silveira, o tema é estruturante. “Cuidar das nossas lagoas é garantir desenvolvimento, segurança, sustentabilidade e qualidade de vida para quem vive e produz na região”, destacou o parlamentar.
Em resumo
O que é batimetria?
É o estudo que mede a profundidade e o relevo do fundo de lagoas e canais, essencial para planejar desassoreamento.
Por que o assoreamento é um problema?
Porque reduz a profundidade das lagoas, aumenta riscos de alagamento, prejudica pesca, turismo e a biodiversidade.
O que deve acontecer agora?
Nova reunião técnica durante a Assembleia de Verão da Famurs pode definir ações concretas para a região.





















