Fiscalização em Mostardas: 700 kg de alimentos impróprios apreendidos

A fiscalização em Mostardas realizada nesta terça-feira (9) no Litoral Norte do Rio Grande do Sul trouxe à tona um cenário preocupante: mais de 700 quilos de alimentos impróprios para…

A fiscalização em Mostardas realizada nesta terça-feira (9) no Litoral Norte do Rio Grande do Sul trouxe à tona um cenário preocupante: mais de 700 quilos de alimentos impróprios para consumo foram apreendidos em cinco supermercados e uma fruteira.

A operação foi conduzida pela Força-Tarefa do Programa Segurança dos Alimentos, envolvendo o Ministério Público, Vigilância Sanitária, Brigada Militar e outros órgãos de fiscalização.

Além das apreensões, a padaria de um dos estabelecimentos foi interditada após a descoberta de péssimas condições de higiene e uso de grande quantidade de insumos vencidos na fabricação de pães e doces.

Produtos vencidos, sem procedência e armazenamento irregular

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Os fiscais encontraram uma série de problemas graves:

  • Alimentos sem procedência, como mel, aipim, cachaça, pizza congelada, frango e ovos;

  • Produtos vencidos, incluindo sucos, embutidos e temperos;

  • Itens armazenados em temperaturas inadequadas;

  • Irregularidades de rotulagem e falta de informações obrigatórias.

A situação mais chocante foi a presença de fraldas descartáveis com validade expirada desde 2016 em três dos supermercados vistoriados. Também foram localizados medicamentos e unidades de álcool cuja comercialização é proibida em mercados.

Padaria interditada: risco direto à saúde do consumidor

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Um dos pontos que mais chamou atenção durante a fiscalização em Mostardas foi a interdição da padaria de um supermercado.

De acordo com os fiscais, o local apresentava falta de higiene, produtos armazenados de forma irregular e uso de ingredientes vencidos na produção de pães e confeitaria.

A medida visa proteger o consumidor de riscos imediatos à saúde.

Força-tarefa contou com diversos órgãos estaduais e municipais

A operação foi coordenada com a participação de diferentes instituições:

  • Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Porto Alegre;

  • Promotoria de Justiça de Mostardas;

  • Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRS);

  • Vigilância Sanitária Municipal;

  • Secretaria Estadual da Saúde;

  • Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI);

  • Patrulha Ambiental da Brigada Militar (PATRAM);

  • Delegacia do Consumidor (DECON).

A força-tarefa reforça a atuação conjunta para proteger a saúde pública e coibir irregularidades graves no comércio de alimentos.

Consequências e próximos passos

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Com a apreensão dos produtos e a interdição da padaria, os estabelecimentos autuados poderão responder em processos administrativos e judiciais. Multas e outras penalidades podem ser aplicadas, além da possibilidade de ações civis por danos ao consumidor.

Os nomes dos estabelecimentos não foram divulgados.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul ressaltou que ações semelhantes continuarão ocorrendo em todo o Estado, com o objetivo de garantir alimentos seguros e o cumprimento da legislação sanitária.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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