Travessia por lancha entre Rio Grande e São José do Norte registra reclamações de passageiros

Usuários da travessia Rio Grande–São José do Norte relatam filas, viagens lotadas e intervalos maiores desde a pandemia; empresa nega irregularidades e afirma cumprir normas da Marinha. O que está…
Travessia, Rio Grande, Polícia Civil, Disparo
Foto: Prefeitura de São José do Norte/Divulgação

Usuários da travessia Rio Grande–São José do Norte relatam filas, viagens lotadas e intervalos maiores desde a pandemia; empresa nega irregularidades e afirma cumprir normas da Marinha.

O que está acontecendo

A ligação entre Rio Grande e São José do Norte é feita por balsas (veículos) e lanchas (pedestres). Segundo a operadora Transnorte, cerca de 105 mil passageiros utilizam o serviço por mês.

Apesar do volume elevado, usuários relatam que, nos horários mais críticos — início da manhã e fim da tarde —, o sistema opera no limite.

  • Filas antes da chegada da lancha
  • Passageiros viajando em pé ou no chão
  • Falta de assentos disponíveis
  • Intervalos maiores entre viagens

Por que a superlotação aumentou

Um dos principais fatores apontados pelos usuários é a redução na frequência das viagens desde a pandemia.

Antes, as saídas ocorriam a cada 30 minutos. Hoje, em muitos horários, o intervalo chega a 1 hora, o que concentra mais passageiros em menos embarcações.

Na prática, isso gera um efeito em cadeia:

  • Mais pessoas acumuladas nos terminais
  • Maior disputa por espaço nas lanchas
  • Risco de atrasos no trabalho e estudo

Horários mais críticos

O pico mais problemático ocorre no fim da tarde, especialmente por volta das 18h20 às 18h30, quando trabalhadores retornam para casa.

Nesse período, a demanda supera a capacidade operacional percebida pelos usuários.

O que dizem os passageiros

Relatos apontam uma rotina de desconforto e incerteza.

Principais queixas:

  • “Não tem lugar pra todo mundo”
  • “Muita gente vai em pé ou nas escadas”
  • “Se perder um horário, pode esperar quase duas horas”

Há também divergência sobre a tarifa de R$ 6,50:

  • Parte considera o valor justo
  • Outros avaliam que não condiz com a qualidade do serviço

O que dizem a empresa e os órgãos reguladores

A operação é fiscalizada pela Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan) e segue normas da Marinha do Brasil.

Segundo o órgão:

  • O número de passageiros é definido pela Marinha
  • Não é permitido exceder a capacidade das embarcações
  • A fiscalização acompanha a operação

A Transnorte afirma que:

  • Cumpre rigorosamente as normas de segurança
  • As embarcações passam por vistorias periódicas
  • Não há registros de autuações por superlotação

A empresa também destaca que a capacidade inclui passageiros sentados e em pé, dentro dos limites técnicos.

Em resumo

A travessia está realmente superlotada?

Usuários relatam lotação frequente, mas a empresa afirma operar dentro dos limites legais definidos pela Marinha.

Por que os horários foram reduzidos?

A mudança ocorreu após a pandemia, com aumento do intervalo entre viagens de 30 minutos para até 1 hora.

O que pode mudar para os passageiros?

Sem ajustes operacionais, o cenário tende a continuar com filas e desconforto nos horários de maior movimento.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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