“‘Deu uma tremida’: osoriense conta como viveu terremoto de 6,9 no Chile”

O osoriense Giordaner Ferreira Degues relatou ao Litoralmania como viveu o terremoto de magnitude 6,9 que atingiu o norte do Chile nesta segunda-feira (25). Gaúcho de Osório sentiu tremores em…
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O osoriense Giordaner Ferreira Degues relatou ao Litoralmania como viveu o terremoto de magnitude 6,9 que atingiu o norte do Chile nesta segunda-feira (25).

Gaúcho de Osório sentiu tremores em parque eólico no deserto chileno

Morador de Osório, no Litoral Norte do RS, Giordaner Ferreira Degues trabalha atualmente em um parque de energia eólica localizado entre Antofagasta e Taltal, no norte do Chile.

Em conversa com o Litoralmania, ele contou que os tremores foram sentidos no local, mas com intensidade menor do que a registrada em Antofagasta.

“Aqui deu uma balançada, uma tremida, mas foi pouco comparado com Antofagasta”, relatou.

Segundo Giordaner, o parque eólico fica a cerca de 180 quilômetros de Antofagasta, uma das regiões que registraram maior percepção do abalo sísmico.

Estruturas resistiram ao terremoto

Apesar do susto, não houve danos estruturais no parque onde trabalham brasileiros e chilenos.

O osoriense destacou que as estruturas industriais e os prédios da região já são desenvolvidos para suportar terremotos frequentes.

“As máquinas já são projetadas pra aguentar isso também. Os próprios prédios em Antofagasta já são preparados”, explicou.

Diferença de intensidade entre as cidades

Relatos recebidos por Giordaner indicam que o tremor foi mais intenso em Antofagasta do que na área do parque eólico.

“Quem tava em Antofagasta relatou que aconteceu uns 30 segundos antes de chegar aqui pra nós”, contou.

O intervalo ocorre devido à propagação das ondas sísmicas pela região desértica do norte chileno.

Terremoto atingiu região de Calama

O terremoto de magnitude 6,9 foi registrado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

O epicentro ficou localizado a cerca de 12 quilômetros ao sul de Calama, cidade chilena com aproximadamente 150 mil habitantes.

O abalo ocorreu a uma profundidade entre 101 e 114 quilômetros, considerada intermediária pelos especialistas.

Essa profundidade foi decisiva para reduzir os impactos na superfície.

Por que o terremoto não causou destruição?

Terremotos mais profundos tendem a dissipar parte da energia antes das ondas sísmicas atingirem áreas urbanas.

No caso do norte chileno, a profundidade superior a 100 quilômetros ajudou a evitar danos estruturais graves e reduziu o risco de vítimas.

Especialistas também apontam que o Chile possui uma das engenharias antissísmicas mais avançadas do mundo, resultado de décadas convivendo com terremotos frequentes.

Quais foram os impactos registrados no Chile?

Falta de energia

Cerca de 27 mil clientes ficaram temporariamente sem energia elétrica em Calama após o tremor.

Rodovias afetadas

Houve registros de queda de rochas em estradas da região de Antofagasta, exigindo atenção de motoristas.

Mineração sofreu interrupções

A estatal chilena Codelco informou interrupções pontuais em operações de mineração devido à falta de energia e à baixa visibilidade provocada pela poeira.

Tsunami descartado

O Serviço Hidrográfico e Oceanográfico da Marinha do Chile descartou completamente qualquer possibilidade de tsunami após o terremoto.

“Aqui terremoto é normal”, relata osoriense

Giordaner explicou que pequenos tremores fazem parte da rotina no norte chileno.

“Tu sente um dia ou outro. Quando dá esses mais fortes aí muda de figura”, relatou.

O Chile está localizado sobre o encontro das placas tectônicas de Nazca e Sul-Americana, uma das áreas sísmicas mais ativas do planeta.

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Direto ao Ponto

  • Magnitude: 6,9
  • Epicentro: 12 km ao sul de Calama, no norte do Chile
  • Profundidade: entre 101 e 114 km
  • Sem tsunami: Marinha chilena descartou risco
  • Impactos: falta de energia, queda de rochas e paralisações pontuais na mineração
Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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