Rio Grande, no litoral sul do RS, negocia projetos bilionários envolvendo energia, indústria automotiva e tecnologia enquanto prepara uma agência de investimentos.
Rio Grande quer transformar secretaria em agência de investimentos
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Inovação e Economia do Mar de Rio Grande poderá passar por uma transformação estrutural inédita no Rio Grande do Sul.
A proposta é converter a pasta em uma agência de investimentos com modelo mais flexível, capacidade técnica ampliada e autonomia operacional.
A iniciativa é liderada pelo secretário Vitor Magalhães, com apoio do gerente do SebraeRS, André Campos.
Modelo prevê contratação CLT e sustentabilidade financeira
Segundo Magalhães, o novo formato permitiria reduzir custos administrativos e contratar especialistas utilizando vínculo CLT.
A proposta também prevê que a futura agência possa gerar receita própria, inclusive prestando serviços técnicos à própria prefeitura.
Hoje, parte dessas atividades depende de contratos externos considerados caros pela administração municipal.
Uma consultoria deverá ser contratada para estruturar juridicamente e operacionalmente a transformação.
Rio Grande tenta recuperar força econômica após crise do polo naval
A cidade ainda sente os efeitos econômicos da decadência do polo naval, que interrompeu um período de forte crescimento industrial e geração de empregos.
Nos últimos anos, o município passou a buscar novos vetores econômicos ligados à energia, logística portuária, tecnologia e indústria automotiva.
O porto de Rio Grande segue como principal ativo estratégico da região.
Complexo bilionário de energia volta ao radar
Entre os projetos considerados prioritários está o complexo energético associado ao grupo espanhol Cobra.
O empreendimento prevê:
- Usina térmica a gás natural;
- Píer portuário;
- Terminal de regaseificação.
Decisão judicial recolocou projeto em andamento
Recentemente, a Justiça Federal decidiu que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve devolver a outorga de geração de energia.
No entanto, a decisão também determinou que a transferência da autorização da empresa Bolognesi para o grupo Cobra não pode ocorrer automaticamente.
O processo precisará passar por nova avaliação regulatória da Aneel.
Licença ambiental precisará ser renovada
Além da etapa regulatória federal, o projeto ainda depende da renovação da licença ambiental junto à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).
Segundo o secretário, o CEO do grupo Cobra no Brasil, Jaime Llopis, reafirmou recentemente o interesse da empresa em executar o projeto em Rio Grande.
O executivo deverá visitar o município nas próximas semanas.
Montadora chinesa Geely mantém conversas com Rio Grande
Outro movimento considerado estratégico envolve a montadora chinesa Geely.
De acordo com Vitor Magalhães, as negociações continuam ativas e frequentes.
Recentemente, uma executiva da empresa esteve em contato com o município e demonstrou avaliação positiva sobre uma possível instalação industrial na cidade.
Porto é principal diferencial competitivo
A proximidade com o Porto de Rio Grande aparece como principal vantagem logística apresentada pelo município.
A estrutura portuária facilita importação de componentes, exportação de veículos e conexão com mercados internacionais.
Data centers também entram na estratégia econômica
Além dos setores automotivo e energético, Rio Grande também tenta atrair investimentos ligados a data centers e tecnologia.
A estratégia busca diversificar a economia local e reduzir dependência de ciclos industriais específicos, como ocorreu com o polo naval.
Direto ao ponto
- Rio Grande quer transformar secretaria em agência de investimentos;
- Cidade negocia projeto bilionário de usina a gás natural;
- Grupo espanhol Cobra mantém interesse no empreendimento;
- Montadora chinesa Geely segue em conversas com o município;
- Porto de Rio Grande é apontado como diferencial estratégico.





















