Os rescaldos do verão

Encerrada a temporada de verão, os quiosqueiros da beira-mar e a turma dos botecos e lanchonetes da Rua Pindorama e adjacências estão fazendo a contabilidade do caixa. O excepcional feriadão…
Encerrada a temporada de verão, os quiosqueiros da beira-mar e a turma dos botecos e lanchonetes da Rua Pindorama e adjacências estão fazendo a contabilidade do caixa. O excepcional feriadão de carnaval, talvez, os tenha amenizado das consequências do vaticinado pelo meu confrade de crônicas e lides forenses, Dr. Hernandorena, quando este colega escreveu em sua coluna no Jornal Costa do Mar&Serra, que a depressão dos comerciantes havia mesmo se iniciado já nos primeiros dias de fevereiro.

Realmente, aquele mês fora padrasto para com os veranistas e, via de consequência, para com o comércio. O pior, mesmo, era segurar a gurizada em casa e ver o pai de família lamentando o cheque especial em vermelho, resultante do pagamento do aluguel, quando muito por uma quinzena de dias, por um imóvel aqui na praia para restar mirando as sombrias nuvens que não eram passageiras: a instabilidade do tempo, as chuvas que se estenderem por longos dias, enfim.

Até mesmo os promotores do jurássico e dispensável Garota Verão acenderam uma vela para cada santo, ergueram as mãos em louvor ao Divino e a Ele agradeceram pelo breve estio enquanto o festival juvenil de silicone desfilava pela tosca passarela erguida em frente ao Hotel Bassani.

Não obstante, Capão da Canoa mostrou – e cada vez mais – sua incapacidade e carência de área para livre estacionamento ante o fluxo de automóveis que para cá acorre nesses meses de verão. Quem fez a farra, mesmo, foi o guincheiro (em torno de R$ 170,00 por veículo guinchado e mais a taxa de liberação), alegria esta demonstrada nos feéricos buzinaços e na velocidade com que seus algozes caminhões-guinchos cruzavam a Avenida Paraguassú, sedentos e babando em busca de mais outra “vítima”.

No mais, tudo permaneceu como nos anos anteriores: o irresponsável trânsito (e aí, o guincho não fora “convocado”?) de veículos de todos os gêneros em área de banho; a imprudência dos banhistas, o que resultou, apesar dos esforços dos salva-vidas, no alto índice de óbitos; e o descaso e a má educação das madames com seus defecantes cachorrinhos. Então, com que moral se teria a pretensão de defender a proibição da maldita cavalgada no mar? E pensar que Balneário Camboriú exibe – desnecessariamente! – placas com os seguintes dizeres: “Não faça da cidade o banheiro do seu cão”.

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