Nossa vida em Capão Novo 2 – Erner Machado

Aquele singular fim de semana de Janeiro de 1983 no qual fomos apresentados para Capão Novo e que, pela  bondade do “Seu Wagner”, compramos o  Studio, numero 117 no Condomínio…
Erner Machado

Aquele singular fim de semana de Janeiro de 1983 no qual fomos apresentados para Capão Novo e que, pela  bondade do “Seu Wagner”, compramos o  Studio, numero 117 no Condomínio Horizontal SAINT HONORÉ, Rua  das Camélias esquina com a Av. Bem Te Vi, foi o primeiro de muitos e muitos  fins de semana e meses de férias que aproveitamos, eu a Ana Maria, a minha sogra, a minha cunhada, os meus filhos Magda, André e Paulo, tudo o que de melhor a Praia, que descobrirmos ser de nossos sonhos, podia nos oferecer.

        Como o pé direito do nosso Studio era muito alto, fizemos um mezanino que, partindo do fim da cozinha, se alargava pela lateral do banheiro , de toda a área do quarto de casal e  chegava até ao meio da sala.

        Com esta estratégia, criamos um grande espaço útil que foi transformado para abrigar meus familiares que vinham de Rosário do Sul e o meu cunhado Paulo Sergio que, com sua esposa e duas filhas pequenas que vinham de São Gabriel.

        Em alguns fins de semanas especiais ou em feriados prolongados o nosso querido Studio abrigava dez ou quinze familiares que  compartilhavam, conosco, as maravilhas que Capão Novo oferecia.

        Diferente do Centro de Capão da Canoa, que já começava a verticalizar-se, Capão Novo nos anos 80 e 90 era marcada por, condomínios horizontais, casas de veraneio amplas, muitos jardins  bem cuidados e ruas largas e com calçamento de primeira qualidade.

         O projeto urbanístico era o grande diferencial.

        Ao assinarmos o contrato de Financiamento na Agência da Caixa Federal recebemos, junto com a nossa via, um título de Sócio Proprietário do Capão Novo Praia Clube, aonde  iríamos, por muitos anos, nos divertir nas noites dos Carnavais participando dos Blocos Carnavalescos  formados nos diversos condomínios e que, em um ambiente de respeito e com grande dose de amizade e  felicidade, faziam, dos bailes, uma festa familiar.

                Nas tardes dos dias de Carnaval o clube proporcionava os Bailes de Carnaval Infantil onde a gurizada fazia, também, a sua festa.

        Durante os meses de Janeiro, fevereiro e março os veranistas tinham à sua disposição uma série de atividades que, com o risco de omitir alguma, relaciono-as abaixo.

        A Ginástica na Praia onde todos que desejavam, podiam participar.

        O lazer no “Redondão”: Uma das áreas mais icônicas, o famoso “Redondão” de Capão Novo era um ponto de encontro clássico para andar de bicicleta, skate e roller.

        As apresentações- no Palcão durante a FESTA DO SOL-CAPAO NOVO- de Bandas e Artistas de Renome, nos fins de  semana, onde os veranistas, gratuitamente, podiam assistir, sentados confortavelmente, em uma grande quantidade de bancos feitos de Troncos de madeira.

        Movimentação na Avenida Paraguaçu que concentrava restaurantes, mercados e o agito noturno, enquanto o calçadão na beira-mar, com chuveiros públicos e quiosques, era local de caminhadas costumeiras.

         A prática de futebol e bocha, na areia praia, era bastante comum entre veranistas.

         Além dos barzinhos na área central de Capão Novo, os veranistas frequentavam o comércio local e aproveitavam o calçadão.

         A pesca era uma atividade tradicional, especialmente aproveitando a orla com menos movimentação em certas áreas.

        O balneário se consolidou, nessa época, como um local de veraneio com  excelente infraestrutura, ideal para famílias que buscavam conforto e lazer próximo ao mar.

        Em resumo, Capão Novo na década de 80  e 90 era o equilíbrio perfeito entre o conforto de uma infraestrutura moderna, para a época, e a paz de um balneário que  parecia um refúgio particular.

        Era um lugar onde as chaves das casas, muitas vezes, ficavam na porta e o maior compromisso era decidir se o banho de mar seria antes ou depois do almoço.

        Era, realmente, a Praia mais bela, mais bem estruturada, mais bem administrada e mais limpa de todo o Litoral Norte do Rio Grande do Sul, na qual eu a Ana Maria e toda a nossa família tivemos a alegria, a satisfação e o prazer de usufruir de toda a infraestrutura que ela oferecia a nós e a todos os que aqui moravam ou que, eventualmente, a  visitavam.

        Tempos inesquecíveis marcados pela alegria, pelo divertimento, pelo convívio direto com a Natureza e com a felicidade que eu e  Ana Maria tanto almejávamos para nós, para nossos filhos e para todos os familiares que, conosco compartilharam estes longos e espetaculares anos.

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