A frente fria que avança sobre o território gaúcho nesta segunda-feira (20) marca o fim do período de estabilidade e o início de um ciclo crítico de chuvas volumosas.
Diferente de sistemas rápidos, esta frente terá um deslocamento lento, mantendo o estado sob nuvens e precipitação até o próximo sábado (25).
Quando a chuva chega ao Litoral e Região Metropolitana?
Embora o sol apareça entre nuvens no início da semana, a mudança drástica ocorre a partir de terça-feira (21).
A instabilidade ganha força na segunda metade da semana, com a quinta-feira (23) sendo o dia de maior risco para descargas elétricas e acumulados intensos.
O que esperar dos volumes de precipitação?
Projeções indicam que municípios do Oeste e Norte podem registrar em 120 horas o volume esperado para todo o mês de abril.
Na Região Metropolitana e no Litoral, a chuva será mais concentrada entre quinta e sexta-feira, exigindo atenção para pontos de alagamento urbano.
Análise do Editor
Este cenário de frente semi-estacionária é um “ensaio” para o que o segundo semestre reserva.
Embora o Pacífico ainda esteja em neutralidade, o aquecimento acelerado sinaliza um El Niño que será sentido com rigor no Rio Grande do Sul.
O solo, que ainda se recupera de estiagens recentes, enfrentará agora o desafio do escoamento rápido de grandes volumes, o que eleva o risco geológico em encostas e áreas ribeirinhas.
Resumo Rápido
P: Vai chover no feriado de 21 de abril? R: Sim. A chuva avança de forma irregular, atingindo principalmente o Oeste, Centro e Sul do estado ao longo do dia.
P: Qual o dia com maior risco de tempestades? R: A quinta-feira (23) preocupa os meteorologistas devido ao encontro da massa de ar frio com a frente estacionária, gerando chuvas fortes.
P: Já é influência direta do El Niño? R: Não. O fenômeno deve se instalar entre maio e junho. A instabilidade atual é um evento frontal típico de outono, mas já potencializado pelo aquecimento oceânico.





















