Exercício ambiental testa resposta a acidente com óleo no porto de Rio Grande

Um treinamento simulou um vazamento de óleo no porto de Rio Grande, no Litoral Sul do RS, para testar a resposta a acidentes ambientais em uma das áreas portuárias mais…
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Foto: Portos RS/Divulgação - Imagem meramente ilustrativa

Um treinamento simulou um vazamento de óleo no porto de Rio Grande, no Litoral Sul do RS, para testar a resposta a acidentes ambientais em uma das áreas portuárias mais movimentadas do país.

Porto de Rio Grande movimenta 46 milhões de toneladas por ano

A operação ocorreu na área portuária de Rio Grande, responsável pela movimentação de aproximadamente 46 milhões de toneladas de cargas anuais.

O complexo é estratégico para a economia gaúcha e para a logística do Sul do Brasil, com operações ligadas à exportação, combustíveis, fertilizantes e transporte marítimo.

Simulação envolveu colisão de embarcação e vazamento de óleo

O exercício partiu de um cenário hipotético em que uma barcaça colide contra o cais durante uma manobra de atracação.

Com o impacto, ocorreria o vazamento de óleo diretamente na água da área portuária.

A atividade foi realizada a bordo do navio-patrulha Benevente, da Marinha do Brasil.

Treinamento foi baseado em mapeamento prévio de riscos

Segundo o diretor de Meio Ambiente da Portos RS, Henrique Horn Ilha, os protocolos são definidos com base em estudos técnicos sobre possíveis acidentes.

“O que se faz ao longo do tempo é estudar todos os riscos possíveis e para cada risco tem um plano de ação”, afirmou.

Boias de contenção foram instaladas para cercar o óleo

Uma das primeiras medidas adotadas pelas equipes foi o isolamento da área atingida.

Para isso, foram utilizadas boias de contenção, instaladas estrategicamente para impedir a dispersão do óleo.

Formato em “U” ajuda a concentrar o poluente

De acordo com a instrutora de ensino marítimo da Capitania dos Portos, Gabriella Troinal, o cerco precisa respeitar a direção da correnteza.

As barreiras são posicionadas em formato de U, permitindo concentrar o óleo dentro da área isolada.

Marinha monitora risco ambiental e impacto sobre fauna

Enquanto as equipes de contenção atuavam na água, a Marinha realizava a identificação do material derramado.

Segundo o comandante dos Portos do Rio Grande do Sul, capitão Gutenberg da Silva Ferreira, a prioridade é garantir resposta rápida para minimizar impactos ambientais.

O foco principal é evitar danos à fauna marinha e aos ecossistemas costeiros da região.

Universidade Federal do Rio Grande participou com resgate de animais

O simulado também incluiu uma etapa voltada ao atendimento da fauna aquática contaminada.

O Centro de Recuperação de Animais Marinhos da Universidade Federal do Rio Grande participou da operação com o recolhimento de uma ave em cenário simulado.

Contato com óleo pode comprometer sobrevivência dos animais

A coordenadora do centro, Paula Canabarro, explicou que a contaminação por óleo afeta diretamente o funcionamento fisiológico dos animais.

“Um resgate imediato e um atendimento adequado aumentam muito as chances de sobrevivência após a contaminação”, destacou.

Contenção precisa ser imediata, mas limpeza pode durar dias

Durante o treinamento, as equipes reforçaram que o controle da origem do vazamento precisa ocorrer nos primeiros momentos da ocorrência.

Já a retirada completa do poluente da água é um processo mais lento, que pode levar dias dependendo da extensão do acidente.

Exercício também serviu como formação para estudantes

Além da atuação operacional, o treinamento teve participação de estudantes da Universidade Federal do Rio Grande.

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Direto ao ponto

  • Local: Porto de Rio Grande;
  • Movimentação anual: 46 milhões de toneladas de cargas;
  • Cenário simulado: colisão de embarcação e vazamento de óleo;
  • Participantes: Marinha, Portos RS e FURG;
  • Objetivo: testar resposta rápida a acidentes ambientais.
Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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