O licenciamento do Porto Meridional, em Arroio do Sal, avança com audiências públicas marcadas para 16 e 18 de junho, etapa decisiva para viabilidade ambiental.
Audiências públicas marcam nova fase do projeto
O Ibama confirmou a realização de duas audiências públicas sobre o porto projetado no Litoral Norte gaúcho.
Os encontros ocorrerão em Arroio do Sal (16/06) e Porto Alegre (18/06), com locais e horários ainda a serem definidos.
O que será discutido nas audiências
As audiências fazem parte do processo de licenciamento ambiental e permitem que a população apresente questionamentos técnicos e sociais sobre o projeto.
Após os encontros, a empresa responsável terá até 30 dias para responder às manifestações da comunidade.
Etapa técnica: licença prévia e EIA/Rima
Segundo os empreendedores do Porto Meridional, a autorização das audiências indica que o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima) foi considerado apto para análise.
Essa fase busca avaliar a viabilidade ambiental do empreendimento.
O que permite a licença prévia
- Validação inicial do projeto sob critérios ambientais
- Avanço na captação de recursos
- Reconhecimento técnico da viabilidade
Para o início das obras, ainda será necessária a licença de instalação, também emitida pelo Ibama.
Detalhes técnicos do Porto Meridional
Localização e estrutura
O porto será construído no mar, sem interferir diretamente na faixa de areia, na região da Rondinha Nova, em Arroio do Sal.
A área total prevista é de 80 hectares, equivalente a cerca de 80 campos de futebol.
Capacidade e investimento
- Investimento: R$ 6,5 bilhões (100% privado)
- Capacidade: 53 milhões de toneladas
- Empregos previstos: 1.500 vagas
Aprovações institucionais já obtidas
- Aval da Marinha do Brasil
- Autorização do Ministério de Portos e Aeroportos
- Aprovação da Antaq
- Declaração de utilidade pública pelo Governo do RS
Impactos diretos no Litoral Norte
O projeto pode alterar significativamente a dinâmica econômica e logística da região.
Trânsito e mobilidade
A construção e operação do porto tendem a aumentar o fluxo de veículos pesados na Free Way e na Estrada do Mar, exigindo reforço na infraestrutura viária.
Economia e empregos
O empreendimento projeta 1,5 mil empregos diretos, com impacto em setores como construção civil, logística e serviços.
Turismo e meio ambiente
Por ser offshore (no mar), o projeto busca reduzir impactos na faixa de areia, mas levanta debates sobre efeitos ambientais e paisagísticos.
📌 Direto ao ponto
- Audiências públicas: 16/06 (Arroio do Sal) e 18/06 (Porto Alegre)
- Investimento: R$ 6,5 bilhões
- Área: 80 hectares
- Capacidade: 53 milhões de toneladas
- Empregos: 1.500 vagas




















