Entenda como funciona a proibição gradativa de carroças em Xangri-Lá

Desde 1º de janeiro de 2026, circulação de VTAs sem cadastro e emplacamento é ilegal no município A Prefeitura de Xangri-Lá colocou em prática uma das etapas mais sensíveis da…
Carroças em Xangri-Lá
Foto: Pexels

Desde 1º de janeiro de 2026, circulação de VTAs sem cadastro e emplacamento é ilegal no município

A Prefeitura de Xangri-Lá colocou em prática uma das etapas mais sensíveis da Lei nº 2.766/2025: está proibida a circulação de carroças e Veículos de Tração Animal (VTAs) que não estejam cadastrados e emplacados pelo Município.

A medida passou a valer em 1º de janeiro de 2026 e marca o início do período de restrição total para quem ficou fora do processo de regularização realizado ao longo de 2025.

O que muda na prática para quem ainda usa carroça em Xangri-Lá?

Quem for flagrado circulando sem cadastro poderá ter o animal recolhido, além de sofrer sanções previstas no Código de Meio Ambiente.

Entre 2026 e 2027, só podem circular VTAs regularizados. A partir de 1º de janeiro de 2028, a proibição será definitiva, mesmo para quem está cadastrado.

Quais eram as exigências para continuar circulando?

  • Condutor maior de 18 anos
  • Carroça devidamente emplacada
  • Equino microchipado com identificação eletrônica
  • Avaliação mensal por médico-veterinário do município
  • Comprovação de bem-estar animal

Os animais cadastrados passam por controle rigoroso, incluindo análise de peso, condição corporal e possíveis sinais de maus-tratos.

Por que a Prefeitura decidiu extinguir os veículos de tração animal?

A lei cria um programa de proibição gradativa, com foco em bem-estar animal e reorganização urbana.

Em nossas apurações, a avaliação técnica interna apontou três problemas recorrentes: sobrecarga dos animais, circulação em vias urbanas de alto fluxo e dificuldade de fiscalização sanitária.

O município também prevê indenização ou compensação para tutores que entregarem voluntariamente carroça e animal até dezembro de 2027.

O que o tutor pode receber como contrapartida?

A legislação prevê entrega de veículo alternativo para trabalho urbano, como motocultivador ou similar, conforme regulamentação por decreto.

Isso significa substituição da renda baseada na tração animal por equipamento motorizado.

Qual o impacto financeiro e social dessa decisão?

O impacto vai além da fiscalização ambiental.

Para as famílias que dependem da carroça para coleta de recicláveis ou transporte de resíduos, a mudança mexe diretamente na renda.

Por outro lado, a Prefeitura aposta na formalização, cursos profissionalizantes e inserção no CadÚnico para reduzir vulnerabilidade social.

A estratégia combina três frentes: fiscalização, transição econômica e proteção animal.

Análise do Editor

Xangri-Lá acelera um movimento que já ocorre em outras cidades do país: a substituição da tração animal por alternativas mecanizadas.

A fase que começa agora é a mais delicada. Fiscalizar sem gerar conflito social exige equilíbrio.

Se a contrapartida prometida for efetivamente entregue, o município pode transformar uma pauta de restrição em política pública de inclusão produtiva.

Se falhar, o risco é aumento de circulação irregular e judicialização.

Resumo Rápido

Carroças ainda podem circular?

Somente se estiverem cadastradas e emplacadas até 31 de dezembro de 2027.

Quando a proibição será total?

A partir de 1º de janeiro de 2028, sem exceções, salvo previsões ambientais específicas.

O que acontece com animais irregulares?

Podem ser recolhidos e destinados à adoção, sem devolução ao tutor em caso de descumprimento da lei.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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