Vocação turística, uma questão de bom senso

O Rio Grande do Sul faz parte de grandes roteiros turísticos no Brasil. Porém, nosso Litoral Norte está longe de fazer parte destes roteiros. Não sei se por falta de…
O Rio Grande do Sul faz parte de grandes roteiros turísticos no Brasil. Porém, nosso Litoral Norte está longe de fazer parte destes roteiros. Não sei se por falta de visão dos governantes, má educação do povo (não estou generalizando) ou por desinteresse de ambas as partes. Creio que os governantes, prefeitos, governadores e legisladores poderiam trabalhar para termos uma região melhor desenvolvida turisticamente.

Há, como eu queria ver nossas cidades limpas e organizadas como Gramado, Canela, Nova Petrópolis, cidades estas que fazem parte de grandes roteiros famosos Brasil afora. Mas não, a realidade que temos é totalmente adversa.

Tramandaí e Imbé, por exemplo, são cidades que tem praticamente o mesmo Código de Obras e Código de Posturas, afinal, Imbé nasceu de Tramandaí e a lei foi copiada. Neste sentido, há lei que determina que terrenos sejam limpos por seus proprietários e entulhos não podem ser deixados pelas calçadas e vias públicas.

A lei é branda. Os imbecis que deixam sujeira por todos os cantos na cidade são amparados pela inércia do poder público, que dá a eles até 90 dias para retirarem a sujeira sob pena de multa. O resultado são cidades no meio de imundície, com galhos, restos de construção, móveis e até animais mortos por todos os cantos. Eu nunca vi isso nas cidades da Serra que citei. Nunca. Isso é apenas um detalhe da gama de ações que ajudam a travar o desenvolvimento turístico da região.

Temos o mar, rios, lagoas, enfim, um leque de atrativos naturais que trazem milhares de pessoas às nossas cidades. E o que oferecemos à elas? Um mau atendimento na maioria dos estabelecimentos comerciais, a cidade suja, sem lixeiras na maioria dos lugares. Mas as surpresas começam antes mesmo de estas pessoas chegarem ao litoral: as estradas.

A situação das estradas que trazem o turista para a região está crítica. Retirem da lista as rodovias pedagiadas, como a Free Way, e o resto é complicação. As estradas estaduais, principalmente. A RS-786 é a pior delas. Em Cidreira é vergonhoso o trecho urbano, que cruza a cidade, passando, obviamente, por dentro de importantes balneários e, principalmente, no Centro da cidade. Os alagamentos são constantes.

Outro trecho problemático fica entre Cidreira e Tramandaí. Asfalto cedendo, muita areia na pista. E aqui em Imbé não fica para trás. O trecho a partir do Bairro Nova Nordeste, quando a rodovia não é concedida pelo Município, é vergonhoso. A administração do ex-prefeito Jadir Fofonka fazia, muitas vezes, o serviço do Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem (DAER), tapando os buracos daquele trecho.

É uma vergonha. Tem ainda o trevo do Balneário Presidente, obra que não foi feita no ano passado por questões políticas e até agora o atual governo de Imbé não moveu uma palha para tocar a obra.

Como podemos ter vocação turística, quando nem o Estado parece se importar com a região? Ora, convenhamos, o Litoral só recebe atenção nos meses de verão. Depois, é esquecido.

Mas há um fio de esperança: o DAER prometeu melhorias ainda neste ano na RS-786.

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E quanto a qualificação das pessoas para atender melhor nosso comércio e rede hoteleira, cabe às prefeituras e sociedade civil trabalhar para melhorar este quesito, fundamental para alavancar o turismo no Litoral Gaúcho.

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