Vigilância Ambiental esclarece se lago pode virar foco do Aedes aegypti em Imbé

Vigilância Ambiental Vigilância Ambiental esclarece que a presença de mosquitos no Lago do Braço Morto, localizado na região central da cidade, é uma condição natural do ambiente e não representa…
Vigilância Ambiental esclarece se lago pode virar foco do Aedes aegypti em Imbé

Vigilância Ambiental

Vigilância Ambiental esclarece que a presença de mosquitos no Lago do Braço Morto, localizado na região central da cidade, é uma condição natural do ambiente e não representa risco à saúde pública, especialmente no que diz respeito à dengue, zika ou chikungunya.

O alerta foi feito após questionamentos frequentes de moradores e visitantes sobre o aumento de insetos na área.

De acordo com o Departamento de Vigilância Ambiental, vinculado à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o lago possui características ambientais que favorecem a ocorrência de mosquitos comuns, típicos de áreas úmidas e com vegetação preservada.

Ambiente natural favorece mosquitos silvestres

O Lago do Braço Morto é uma área com vegetação nativa, presença constante de umidade, pontos de sombra intensa e ecossistema preservado — fatores que contribuem diretamente para a proliferação de espécies silvestres de mosquitos.

Entre eles está o Culex, conhecido popularmente como mosquito comum, além de outros insetos que fazem parte do equilíbrio ambiental do local.

Segundo a Vigilância Ambiental, esses mosquitos são esperados em áreas com esse perfil ecológico e não indicam falha na fiscalização ou risco epidemiológico.

Aedes aegypti não se desenvolve no lago, afirma Vigilância

A coordenadora do Departamento de Vigilância Ambiental, Maria Elisa Menezes Silva, reforça que o Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, não é encontrado no Lago do Braço Morto.

Isso ocorre porque o mosquito não se reproduz em ambientes naturais como lagos, áreas alagadas ou vegetação nativa.

O Aedes prefere recipientes artificiais com água parada, comuns em áreas urbanas, como:

  • Pneus

  • Caixas d’água destampadas

  • Vasos de plantas

  • Garrafas e objetos descartados

Essas condições não fazem parte do ecossistema do lago, o que inviabiliza a proliferação do vetor.

Pneus são monitorados e recebem tratamento preventivo

Sobre os pneus existentes na área do Lago Braço Morto, a Vigilância Ambiental esclarece que todos são furados, impedindo o acúmulo de água parada.

Além disso, o local recebe aplicação preventiva de larvicidas, como parte das ações contínuas de combate ao Aedes aegypti.

O monitoramento é realizado de forma permanente, tanto no lago quanto em outros pontos do município considerados estratégicos.

Orientações para quem frequenta o Lago do Braço Morto

Mesmo sem risco de dengue, a Vigilância Ambiental orienta visitantes e frequentadores do lago a adotarem medidas simples de proteção, principalmente em horários de maior atividade dos mosquitos, como início da manhã e final da tarde.

Entre as recomendações estão:

  • Uso de repelente, especialmente em áreas mais úmidas

  • Preferência por roupas claras, que atraem menos insetos

  • Utilização de peças que cubram braços e pernas

  • Evitar permanecer por longos períodos em locais muito úmidos, sempre que possível

Monitoramento contínuo em todo o município

Segundo Maria Elisa Menezes Silva, o trabalho da Vigilância Ambiental segue ativo e constante.

Seguimos atuando de forma contínua no monitoramento do mosquito Aedes aegypti em todo o município. A presença de mosquitos comuns em áreas naturais não representa risco relacionado às arboviroses, que são transmitidas exclusivamente pelo Aedes”, destaca.

A Vigilância reforça ainda a importância da colaboração da população no combate ao mosquito, eliminando focos de água parada em residências e estabelecimentos urbanos.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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