Hoje soubemos que o Dr. Carlos Alberto Chiarelli, se despediu da vida, aos 85 anos internado, que estava, em um Hospital de Pelotas.
O Gaúcho Carlos Alberto Chiarelli construiu uma carreira marcada pela atuação jurídica, acadêmica e política.
Como profissional formado em Direito, Chiarelli destacou-se como advogado e professor universitário, sendo reconhecido pelo seu sólido saber jurídico e pela sua participação ativa no debate público e intelectual do país.
Na vida pública, ocupou relevantes cargos eletivos e administrativos, entre os quais se destacam:
· Deputado Federal e Senador da República representando o Rio Grande do Sul;
· Como Ministro de Estado exerceu os cargos de Ministro da Educação, Ministro Extraordinário para assuntos de Integração da América Latina, Ministro Minas e Energia , no início da década de 1990.
Sua trajetória política foi pautada pela defesa de posições firmes no Congresso Nacional e pela participação em momentos importantes da administração pública federal.
Ao acompanharmos a sua atuação no campo político não podemos deixar de mencionar que, da mesma forma e junto, com Leonel Brizola, Alceu Collares, Pedro Simon, Paulo Brossard de Souza Pinto, Germano Rigotto, Olívio Dutra, Sinval Guazelli, e outros grandes políticos gaúchos, do passado, ele fez parte do rol singular homens públicos que, pela suas condutas, pelas suas honras e pelas suas honestidades se constituíram em referencia de procedimento no Rio Grande do Sul e no Brasil.
Chiarelli e seus iguais, acima citados, dedicaram suas vidas na busca de melhores condições sociais, culturais, econômicas e jurídicas para o povo gaúcho e brasileiro sem nunca preterirem seus ideais em troca de favorecimento ou benefícios pessoais.
Chiarelli e seus iguais, acima citados, foram singulares defensores das Liberdades Constitucionais e do Estado Democrático e de Direito.
Chiarelli e seus iguais, acima citados, ao deixarem a vida pública, por falecimento ou por questões de ordens pessoais, criaram um vácuo que não tem como ser ocupado e que, hoje é preenchido, lamentavelmente, por políticos de segunda ou terceira categoria que fazem de seus cargos caminhos para satisfações de desejos pessoais ou de seus seguidores que os encaminham , indevidamente, através do voto, inconsciente e fanático, para o exercício de cargos para os quais não têm o menor preparo ou qualificação.
A partida de Carlos Alberto Chiarelli, com certeza, acelera a velocidade com a qual a nossa classe politica-incompetente, desqualificada e mal intencionada, imprime, na descida da escada de princípios que a levará, inexoravelmente, na linha do tempo, para o mais baixo nível.
E o mais deplorável é que, pela ausência de quadros políticos comprometidos com o Estado, com a Pátria e com o Povo essa descida, ao fundo poço, é inevitável e impossível de ser revertida.
Me vem a memória, enquanto escrevo, o grande escritor americano Ernest Hemingway que, na sua grande obra POR QUEM OS CINOS DOBRAM, imortalizou a reflexão de John Donne poeta inglês, o qual em um de seus poemas escreveu:
“Nenhum homem é uma ilha, inteiramente isolado, todo homem é um pedaço de um continente, uma parte de um todo.
Se um torrão de terra for levado pelas águas até o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio.
A morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano.
E por isso não pergunte: Por quem os sinos dobram?… eles dobram por ti!”
Finalizo este modesto texto afirmando, com certeza e com emoção, que pela morte do Carlos Alberto Chiarelli, grande jurista, professor e singular político gaúcho e brasileiro todos os gaúchos estão diminuídos e os sinos dobram por nós e pelo povo brasileiro…



















