Turismo de verão acelera no Rio Grande do Sul, injeta bilhões na economia e transforma o Litoral Norte em um motor de renda e empregos sazonais.
O turismo de verão no Rio Grande do Sul virou a engrenagem silenciosa que mantém cidades costeiras funcionando em ritmo de alta temporada o ano inteiro.
Entre 2020 e 2025, o setor cresceu em média 17,8% ao ano e já movimentou R$ 5,816 bilhões na última temporada. Só dezembro despejou mais R$ 1,724 bilhão no caixa das regiões turísticas.
Quanto o turismo já gerou nesta temporada?
Os números mais recentes mostram que o verão começou no acelerador.
- Dez/2025: R$ 1,724 bilhão em movimentação econômica
- Crescimento: +3,9% sobre dezembro anterior
- Temporada 2024/2025: R$ 5,816 bilhões
- Média anual (2020–2025): +17,8%
Por que o Litoral Norte concentra tanto dinheiro?
Quem circula por Capão da Canoa, Tramandaí, Torres ou Xangri-Lá já percebeu: a economia local gira em torno do veranista.
A região responde por 9,02% do valor agregado do turismo gaúcho, o equivalente a cerca de R$ 647,6 milhões.
É a segunda maior participação do Estado — e a mais dependente da alta temporada.
O que mais pesa na conta
- Aluguel de casas e apartamentos por temporada
- Hotéis e pousadas
- Bares, restaurantes e delivery
- Comércio de praia e supermercados
- Serviços temporários (garçons, seguranças, limpeza)
Três meses bons podem sustentar o ano inteiro de muitos pequenos negócios.
E as outras regiões, como ficam?
Enquanto o litoral vive picos de janeiro, a Serra Gaúcha trabalha o calendário inteiro com eventos, vinho, gastronomia e turismo rural.
A Costa Doce cresce com lagoas, patrimônio histórico e praias de água doce. O reflexo aparece no caixa do governo: 38,4% do ICMS do turismo é arrecadado no verão.
Análise do Editor: o dinheiro está chegando, mas o desafio é segurar o turista
O número bilionário é bonito no papel, mas há um bastidor que pouca planilha mostra: o turista está ficando menos dias e gastando de forma mais seletiva.
Hotéis relatam estadias mais curtas. Restaurantes notam consumo menor. O público pesquisa preço no celular antes de entrar.
Para 2026, quem quiser crescer de verdade vai ter que ir além do sol e mar:
- Experiências noturnas e culturais fora da praia
- Eventos esportivos e gastronômicos em dias úteis
- Infraestrutura urbana mais amigável (trânsito, limpeza, segurança)
- Digitalização de serviços e reservas online
O próximo salto não vem só de mais turistas, mas de fazer cada visitante gastar melhor e voltar no inverno.




















