Construções verticais no entorno do Parque da Guarita são suspensas após ação do MPRS

Construções verticais no entorno do Parque da Guarita suspensas: decisão judicial determina paralisação imediata de licenças e novos alvarás em áreas próximas ao parque, com multa de R$ 1 milhão…
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Construções verticais no entorno do Parque da Guarita suspensas: decisão judicial determina paralisação imediata de licenças e novos alvarás em áreas próximas ao parque, com multa de R$ 1 milhão por dia em caso de descumprimento.

O que está acontecendo em Torres e por quê

A Justiça atendeu a um pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) e determinou a suspensão imediata de todas as licenças e alvarás já emitidos para construções verticais nas áreas lindeiras ao Parque Estadual José Lutzenberger, conhecido como Parque da Guarita.

A decisão vale para regiões específicas da cidade, como:

  • Zona 24 (bairro São Francisco)
  • Zona 25 (bairro Guarita II)

Além disso, o município está proibido de emitir novas autorizações até que haja análise e aprovação prévia do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE).

Por que a Justiça mandou suspender as obras

O principal motivo é a ausência de avaliação do IPHAE nos processos de licenciamento. Segundo o Ministério Público, isso configura um erro grave e invalida as autorizações concedidas.

Outro ponto central envolve o Plano Diretor de 2024, que:

  • Não estabelece limite de altura na Zona 24
  • Permite construções de até 15 metros na Zona 25

Mesmo estando no entorno de uma área protegida, empreendimentos — incluindo um resort de 14 andares — foram liberados sem análise patrimonial.

Risco ambiental e impacto na paisagem

O juiz responsável pelo caso destacou o risco de danos irreversíveis ao patrimônio natural, paisagístico e cultural da região.

Em resumo

Por que as construções foram suspensas?

Porque não houve análise obrigatória do IPHAE nos licenciamentos, o que invalida as autorizações.

O que acontece com novos projetos?

Estão proibidos até que haja análise prévia e anuência obrigatória do órgão de patrimônio.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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