Substância amarela reaparece no RS e causa curiosidade: especialistas explicam

A substância amarela que cobriu carros, calçadas, piscinas e até jardins em cidades do Rio Grande do Sul nos últimos dias voltou a despertar curiosidade e até preocupação entre a…
Substância amarela reaparece no RS e causa curiosidade: especialistas explicam

A substância amarela que cobriu carros, calçadas, piscinas e até jardins em cidades do Rio Grande do Sul nos últimos dias voltou a despertar curiosidade e até preocupação entre a população.

Cidades do RS registraram fenômeno

O fenômeno, registrado em municípios como Campo Bom, Novo Hamburgo e Santana do Livramento, levou muitos moradores a especularem a origem.

No entanto, a explicação é natural: trata-se de pólen de árvores pinus, liberado em grande quantidade durante o período reprodutivo, especialmente na primavera, e transportado pelo vento.

O que é a substância amarela que cobriu carros no Rio Grande do Sul

Segundo a Secretaria de Meio Ambiente de Campo Bom e meteorologistas consultados, o pó amarelo é resultado da liberação de pólen das árvores, fenômeno comum nessa época do ano.

As espécies de pinus, comuns no Sul do Brasil e no Uruguai, liberam milhões de grãos microscópicos de pólen ao mesmo tempo.

Como são leves e secos, eles se dispersam facilmente pelo vento em longas distâncias, até se depositarem em superfícies como carros, calçadas, piscinas e vegetações.

Por que a substância se espalha com tanta intensidade

De acordo com a MetSul Meteorologia, os ventos vindos do quadrante sul, associados à entrada de uma massa de ar frio, ajudam a carregar o pólen das regiões de maior concentração de pinus.

Além dos pinus, eucaliptos também liberam pólen, mas em menor quantidade, não sendo o principal responsável pelo cenário de superfícies cobertas pelo pó amarelo.

Oferece riscos à saúde?

O pólen não é tóxico nem representa ameaça à saúde da população em geral.

No entanto, para pessoas que sofrem de alergia respiratória ou polinose, a exposição pode provocar sintomas como:

  • Irritação no nariz;

  • Coceira nos olhos;

  • Espirros frequentes;

  • Desconforto respiratório leve.

Apesar do incômodo, não há risco de intoxicação, e os efeitos costumam desaparecer após o fim da temporada de maior liberação do pólen.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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