Decisão bilionária no STF pode redistribuir riqueza e afetar cidades do RS

STF julga em 6 de maio a redistribuição dos royalties do petróleo, após acordo entre CNM e 19 Estados; decisão pode destravar bilhões para municípios. Entenda o acordo que pode…
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Foto: © Marcello Casal JrAgência Brasil

STF julga em 6 de maio a redistribuição dos royalties do petróleo, após acordo entre CNM e 19 Estados; decisão pode destravar bilhões para municípios.

Entenda o acordo que pode mudar a divisão dos royalties

Após anos de impasse, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) e 19 Estados fecharam uma proposta interfederativa para redefinir a distribuição dos royalties do petróleo no Brasil.

O texto foi consolidado no Núcleo de Solução Alternativa de Litígios (Nusol) e será analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 6 de maio.

O que está em julgamento

A discussão envolve a constitucionalidade da Lei 12.734/2012, que altera a divisão dos royalties entre Estados produtores e não produtores.

O tema está ligado a seis ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs), que travaram a aplicação da lei desde 2013.

Os pilares técnicos da proposta

Aplicação imediata da lei

A proposta prevê que a Lei 12.734 passe a valer integralmente a partir de maio de 2026, incidindo sobre toda a produção de petróleo.

Fim de limitações operacionais

O texto elimina restrições como “excedente de produção” e marcos temporais, ampliando o alcance da redistribuição.

Escalonamento em 7 anos

A transição será feita entre 2026 e 2032, garantindo previsibilidade orçamentária para Estados e municípios.

Renúncia a perdas passadas

Estados e entes federativos abrem mão da cobrança de valores não repassados entre 2013 e 2025, viabilizando o acordo.

Exclusão da margem equatorial

A proposta descarta incluir a região devido à incerteza ambiental e regulatória.

Por que isso é tão relevante

Desde a suspensão da lei pelo STF em 2013, municípios não produtores acumulam perdas de cerca de R$ 111 bilhões.

O modelo atual concentra recursos em poucos municípios litorâneos, especialmente no Rio de Janeiro.

Exemplo da concentração

Um único município chegou a receber mais de R$ 17 bilhões em 10 anos, enquanto cidades de todo o país ficaram sem acesso aos recursos.

Casos como o de Maricá mostram a disparidade: a arrecadação saltou de R$ 100 milhões para mais de R$ 4 bilhões anuais.

O impacto direto para o Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul está entre os Estados que aderiram ao acordo, o que pode abrir espaço para aumento significativo de receitas municipais.

Cidades do Litoral Norte e Sul, como Osório, Tramandaí e Rio Grande, podem ser beneficiadas indiretamente com mais repasses via Fundo Especial.

Reflexos práticos na região

Mais recursos podem significar:

  • Investimentos em infraestrutura urbana e mobilidade
  • Melhorias em serviços de saúde e educação
  • Impacto positivo no turismo e economia local

Em períodos de alta demanda, como verão, isso pode aliviar pressões sobre rodovias como a Free Way e a Estrada do Mar.

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  • STF julga redistribuição dos royalties em 6 de maio
  • Municípios já perderam R$ 111 bilhões desde 2013
  • Nova regra começa em 2026, com transição até 2032
  • 19 Estados, incluindo o RS, apoiam o acordo
  • Recursos podem aumentar repasses para cidades do litoral gaúcho
Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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