Rodovia do RS
A possibilidade de implantação de motofaixa na BR-116, a rodovia federal mais movimentada de todo o Rio Grande do Sul, entre Porto Alegre e Novo Hamburgo, entrou oficialmente na pauta do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
Após Porto Alegre inaugurar a primeira faixa preferencial para motociclistas em uma de suas principais avenidas, o órgão avalia levar o modelo para um dos corredores mais importantes, por onde circulam cerca de 140 mil veículos por dia.
Por que a BR-116 pode receber motofaixa
A análise surge no momento em que a rodovia passa por obras de alargamento, o que abriu espaço para que o Dnit solicitasse ao consórcio responsável um estudo técnico específico para verificar se a infraestrutura comporta uma faixa preferencial dedicada às motos, semelhante à que já funciona em Porto Alegre.
O estudo deve ser executado entre janeiro e junho de 2026.
Após isso, será elaborado um parecer técnico e operacional para avaliar se o projeto é viável e se deve ser implementado.
Desafios técnicos: falta de espaço e possível supressão de faixa
Apesar do interesse, o próprio Dnit reconhece limitações estruturais.
Em vários segmentos, não há largura suficiente para acomodar uma nova faixa.
Caso a motofaixa seja aprovada, uma das faixas destinadas aos demais veículos pode ter de ser removida, o que exigirá análises detalhadas sobre impacto viário e risco de novos gargalos.
Como funciona a motofaixa de Porto Alegre
A experiência que inspira o estudo é a motofaixa de Porto Alegre, inaugurada recentemente.
Ela possui 1,2 metro de largura e é preferencial — não obrigatória — para motociclistas.
O modelo é considerado experimental no Brasil e ainda não está previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o que significa que qualquer expansão depende de autorização da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).




















