Brasil fecha o ano com recorde de inadimplência: No RS, quase metade está negativado

Inadimplência no Brasil chega a 80,6 milhões e mantém patamar recorde ao fim do ano Inadimplência no Brasil alcançou 80,6 milhões de pessoas no encerramento do ano, consolidando a maior…
Saque-aniversário
Foto: © Marcello Casal JrAgência Brasil

Inadimplência no Brasil chega a 80,6 milhões e mantém patamar recorde ao fim do ano

Inadimplência no Brasil alcançou 80,6 milhões de pessoas no encerramento do ano, consolidando a maior marca da história do país pelo 11º mês consecutivo, segundo o levantamento mais recente da Serasa.

O número impressiona não apenas pelo volume absoluto, mas pelo impacto social e emocional que representa para quase metade da população adulta.

Apesar do cenário crítico, os dados de novembro indicam um sinal de desaceleração: o crescimento mensal foi o menor registrado em 2025, com alta de apenas 0,22%, o equivalente a 173 mil novos inadimplentes em comparação com outubro.

Brasil soma 321 milhões de dívidas e mais de R$ 511 bilhões negativados

O Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas revela que o país acumula atualmente 321 milhões de dívidas negativadas, totalizando cerca de R$ 511 bilhões em débitos.

Especialistas apontam que o volume expressivo reflete uma combinação de fatores como juros elevados, perda do poder de compra, inflação persistente em serviços essenciais e maior dependência do crédito para despesas básicas.

Mesmo com a leve desaceleração no ritmo de crescimento, o patamar segue alarmante e coloca o Brasil em alerta máximo às vésperas de um novo ano.

Rio Grande do Sul: quase metade da população adulta está inadimplente

No Rio Grande do Sul, a situação é igualmente preocupante.

Dados de novembro mostram que 45,15% da população adulta está com o nome negativado — mais de 4 milhões de pessoas.

Juntas, essas dívidas ultrapassam R$ 28,5 bilhões, com uma média de R$ 7,1 mil por inadimplente.

Perfil dos inadimplentes no RS

  • 34,3% têm entre 41 e 60 anos

  • 32% estão na faixa de 26 a 40 anos

  • 22,7% têm mais de 60 anos

  • Jovens até 25 anos representam 10,7%

  • 50,1% dos inadimplentes são homens

Os dados desmontam o mito de que o endividamento atinge apenas jovens ou pessoas fora do mercado de trabalho — ele está concentrado, principalmente, na população economicamente ativa.

Porto Alegre concentra mais de meio milhão de inadimplentes

Somente em Porto Alegre, são mais de 573 mil pessoas inadimplentes, que juntas acumulam R$ 4,4 bilhões em dívidas.

Entre os municípios do interior, Caxias do Sul e Canoas se destacam negativamente, ambos com mais de 160 mil inadimplentes, reforçando que o problema não está restrito às capitais.

Bancos e cartões lideram ranking das dívidas

O levantamento mostra que os principais responsáveis pelo endividamento seguem sendo:

  • Bancos e cartões de crédito: 26,39%

  • Financeiras: 18,59%

  • Serviços essenciais (água, luz, telefone, internet): 14,58%

O peso do crédito rotativo e dos juros elevados é apontado como um dos grandes vilões da inadimplência persistente no país.

Dívidas impedem sonhos e afetam a saúde emocional

Além do impacto financeiro, a inadimplência tem efeitos profundos na vida pessoal. Pesquisa da Serasa em parceria com o Opinion Box revela que 96% dos consumidores afirmam que as dívidas impedem a realização de sonhos e metas.

Os efeitos emocionais são expressivos:

  • 90% dizem que a inadimplência afeta autoestima e confiança

  • Vergonha: 22%

  • Frustração: 18%

  • Tristeza: 14%

Projetos de vida ficam em pausa para milhões de brasileiros

O endividamento também trava planos concretos:

  • 31% deixaram de melhorar o padrão de vida

  • 27% adiaram a compra ou troca de veículo

  • 23% postergaram planos de comprar, alugar ou trocar de casa

“A inadimplência não impacta apenas o orçamento, mas também o bem emocional e a capacidade de planejar o futuro”, afirma Aline Maciel, diretora da Serasa.

Negociar dívidas é visto como recomeço financeiro

Apesar do cenário desafiador, a pesquisa aponta que limpar o nome representa um ponto de virada:

  • 82% se sentem mais otimistas após regularizar a situação

  • 24% sonham em voltar a ter acesso ao crédito

  • 20% retomam serviços financeiros logo após a negociação

“A renegociação permite reorganizar o orçamento e criar uma relação mais saudável com o crédito”, orienta Aline.

Feirão Serasa Limpa Nome segue com descontos de até 99%

Nos últimos dias do Feirão Serasa Limpa Nome, consumidores ainda podem negociar débitos com descontos de até 99%. São 698 milhões de ofertas disponíveis até 23h59 de sexta-feira, 19 de dezembro, pelos canais oficiais:

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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