Rampa de escape
Rampa de escape instalada no km 88 da ERS-129, entre Muçum e Vespasiano Corrêa, comprovou sua importância antes mesmo da inauguração oficial.
Em apenas uma manhã, dois caminhões que desciam o trecho íngreme apresentaram falhas no sistema de freios, obrigando os motoristas a utilizarem emergencialmente o dispositivo recém-construído.
A estrutura conteve os veículos com eficiência, sem qualquer registro de feridos, e já se torna símbolo de uma política pública que salva vidas em estradas consideradas críticas no Rio Grande do Sul.
Estrutura entra em funcionamento de forma antecipada e demonstra eficácia imediata
A utilização da rampa logo cedo confirmou o que técnicos, engenheiros e autoridades previam: a obra era urgente e necessária.
Os caminhoneiros, ao perceberem que os freios não estavam respondendo, tiveram tempo hábil para direcionar os veículos à faixa lateral especialmente projetada para desaceleração progressiva.
Ambos os caminhões foram totalmente imobilizados na caixa de brita, que cumpre a função de absorver energia e dissipar o movimento, impedindo acidentes potencialmente fatais.
O secretário de Logística e Transportes, Juvir Costella, destacou que o objetivo da obra foi alcançado antes mesmo da finalização total.
Segundo ele, a intervenção já demonstrou seu valor ao evitar dois acidentes no mesmo dia, reforçando a eficiência do investimento público direcionado à proteção de motoristas.
ERS-129: um trecho marcado por declives perigosos e acidentes recorrentes
A rodovia entre Muçum e Vespasiano Corrêa é conhecida pelo declive acentuado e por um histórico de ocorrências envolvendo caminhões que perdem o controle durante a descida.
Por isso, técnicos da Secretaria de Logística e Transportes e da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) apontavam há anos a necessidade de uma rampa de escape no local.
O dispositivo construído agora busca reverter esse cenário, oferecendo uma alternativa crucial para veículos pesados que enfrentam panes repentinas, especialmente em trechos onde a frenagem constante gera superaquecimento dos sistemas de freio.
Detalhes técnicos da obra: caixa de brita, pavimentação e sistema de contenção hídrico
A obra está em sua etapa final, mas seus principais componentes já estão totalmente operacionais. Entre os elementos concluídos estão:
Caixa de brita
-
Aproximadamente 2.800 m³ de material;
-
Escavação de 1 metro de profundidade;
-
Projetada para desaceleração progressiva.
Pavimentação
-
Faixa pavimentada de 50 metros nas extremidades;
-
Superfície reforçada para suportar tráfego pesado em situações de emergência.
Muro de anteparo
-
Estrutura de contenção fundamental para garantir segurança adicional.
Tonéis com água
-
Responsáveis pela absorção final de impacto no caso de velocidades elevadas;
-
Tecnologia simples e extremamente eficiente.
Agora, restam apenas a pintura e a conclusão da sinalização horizontal e vertical, etapas previstas para os próximos dias.
Investimento e extensão da rampa reforçam prioridade na segurança viária
Com 700 metros de extensão no sentido Vespasiano Corrêa–Muçum e investimento estimado em R$ 770 mil, a rampa de escape deve entrar em operação plena ainda em dezembro.
O diretor-presidente da EGR, Luís Fernando Vanacôr, enfatizou que o uso antecipado comprova a necessidade da obra e sua eficácia.
Para ele, a estrutura representa um reforço indispensável à segurança da ERS-129 e demonstra que o recurso foi aplicado de forma estratégica exatamente no ponto mais crítico da rodovia.
Como a rampa de escape funciona na prática
Projetada especialmente para veículos pesados, a rampa oferece uma faixa lateral construída com materiais de alta resistência, instalada em declive oposto ao da pista principal. Seu funcionamento é simples e extremamente eficiente:
-
Caminhão sem freio acessa a faixa lateral;
-
O veículo entra na caixa de brita, que aumenta a resistência ao movimento;
-
A brita reduz gradualmente a velocidade, até a imobilização completa;
-
Os tonéis com água funcionam como amortecedores em caso de velocidade residual.
Foi exatamente esse mecanismo que garantiu a imobilização segura dos dois caminhões na manhã desta quarta-feira.
Segurança viária: quando a infraestrutura faz a diferença entre um susto e uma tragédia
Especialistas apontam que rampas de escape são estruturas que, apesar de pouco comuns no Brasil, têm papel decisivo na redução de acidentes envolvendo veículos pesados.
Em trechos de declive como o da ERS-129, elas funcionam como última alternativa para motoristas que enfrentam falhas mecânicas e não têm como impedir o aumento da velocidade.
A obra implantada entre Muçum e Vespasiano Corrêa surge como um marco para a segurança viária do RS e deve servir de modelo para outras regiões com características similares.





















