CAPÃO DA CANOA — A queda de um avião monomotor no aeródromo da cidade do litoral norte gaúcho começa a ter suas primeiras explicações técnicas. Especialistas ouvidos indicam que a aeronave pode não ter atingido velocidade suficiente para decolar com segurança.
O piloto, identificado como Nelio Maria Batista Pessanha, teria iniciado a decolagem antes da cabeceira completa da pista, reduzindo entre 200 e 300 metros da distância disponível.
O que pode ter causado a queda do avião?
De acordo com análises preliminares, dois fatores principais podem ter sido determinantes:
- Uso incompleto da pista, reduzindo o espaço para ganhar velocidade
- Peso da aeronave, com quatro ocupantes a bordo
Na prática, isso significa que o avião pode não ter alcançado a chamada velocidade de rotação — momento crítico para a sustentação.
Por que a altura da decolagem foi decisiva?
Outro indicativo importante é que a aeronave atingiu fios de alta tensão próximos à cabeceira da pista. Isso aponta que o avião estava voando baixo demais logo após sair do solo.
Para especialistas, isso reforça a hipótese de que a aeronave não conseguiu ganhar sustentação suficiente, entrando em perda de desempenho segundos após a decolagem.
Quem eram as vítimas do acidente?
O acidente deixou quatro mortos:
- Déborah Belanda Ortolani
- Luis Antônio Ortolani
- Renan Saes
- Nelio Maria Batista Pessanha (piloto)
O casal Ortolani era referência nacional no setor têxtil, ligado à tradicional Feira de Ibitinga, com forte impacto econômico e comercial no país.
O que acontece agora na investigação?
O caso será investigado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Força Aérea Brasileira (FAB).
O processo inclui análise de:
- Condições da aeronave
- Decisões operacionais do piloto
- Dados meteorológicos
- Características da pista

Resumo Rápido
P: O que causou a queda?
R: Indícios apontam decolagem com pista insuficiente e falta de velocidade.
P: Quantas pessoas morreram?
R: Quatro ocupantes, incluindo o piloto.
P: Quem investiga o caso?
R: O Cenipa, órgão da Força Aérea Brasileira.





















