Mandados em Osório e Tramandaí miram quadrilha que agia de dentro de presídio no RS

Quadrilha de assaltos a residências no RS: o que foi descoberto A desarticulação de uma quadrilha de assaltos a residências no Rio Grande do Sul expõe um modelo criminoso cada…
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Foto: Polícia Civil/Divulgação

Quadrilha de assaltos a residências no RS: o que foi descoberto

A desarticulação de uma quadrilha de assaltos a residências no Rio Grande do Sul expõe um modelo criminoso cada vez mais sofisticado: roubos físicos combinados com extorsão digital e comando remoto a partir do sistema prisional.

A ofensiva da Polícia Civil, realizada nesta terça-feira (7), cumpre 11 mandados de prisão temporária e 17 de busca e apreensão em cidades como Canoas, Porto Alegre, Tramandaí e Osório. Até o momento, nove suspeitos foram presos.

Além de celulares, foram apreendidos animais mantidos em cativeiro, incluindo um macaco-prego e aves.

O que está acontecendo e por quê

A investigação começou após um assalto a uma residência em Canoas, em outubro do ano passado. O caso revelou um padrão que vai além do roubo tradicional.

Os criminosos invadiram a casa, mantiveram um casal refém por cerca de 30 minutos e, ao não encontrarem dinheiro em espécie, obrigaram as vítimas a realizar transferências bancárias.

O prejuízo chegou a quase R$ 10 mil.

O diferencial do caso está na continuidade do crime. Após o assalto, as vítimas passaram a sofrer ameaças constantes, indicando um modelo de extorsão prolongada.

Como o esquema funcionava

  • Invasão de residências com vítimas rendidas
  • Transferências bancárias forçadas via aplicativos
  • Roubo de celulares para acesso a dados
  • Uso de informações pessoais para novas ameaças
  • Extorsão continuada após o crime inicial

Crimes eram coordenados de dentro de presídio

Um dos principais pontos da investigação é o comando do esquema a partir da Penitenciária Modulada Estadual de Charqueadas.

O suspeito apontado como líder possui antecedentes por crimes graves, incluindo roubo, tráfico, homicídio e extorsão.

Segundo a apuração, ele articulava as ações com comparsas em liberdade, responsáveis pela execução dos assaltos e pela movimentação dos valores obtidos.

Violência física e psicológica

O caso chama atenção pelo nível de pressão psicológica exercido sobre as vítimas.

Além da violência durante o assalto, os criminosos mantinham contato constante por telefone e mensagens, utilizando dados pessoais para intimidar e exigir mais dinheiro.

Esse tipo de prática tem sido associado ao uso de dados vazados ou obtidos por engenharia social.

Em resumo

O que foi a Operação Matilha?

Uma ação da Polícia Civil que prendeu suspeitos de integrar uma quadrilha de assaltos a residências no RS.

Como a quadrilha atuava?

Invadia casas, forçava transferências bancárias e continuava extorquindo as vítimas após o crime.

Quem comandava o esquema?

Um detento da Penitenciária de Charqueadas, com apoio de comparsas em liberdade.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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