Projeto proíbe coleta e entrega de valores em horário comercial

O Projeto de Lei 260/2007, de autoria do deputado Giovani Cherini (PDT), proíbe no Estado, em horário comercial (entre 8h30 e 18h), a entrega e a coleta de bens patrimoniais…
O Projeto de Lei 260/2007, de autoria do deputado Giovani Cherini (PDT), proíbe no Estado, em horário comercial (entre 8h30 e 18h), a entrega e a coleta de bens patrimoniais por parte de empresas transportadoras de valores. O texto encontra-se em seu oitavo dia de pauta. O prazo de dez dias úteis para emendas de deputados ao projeto voltou a contar dia 1º de agosto, quando os trabalhos do Legislativo foram reiniciados.

“O objetivo é ajudar a diminuir a insegurança em que as pessoas estão vivendo”, explica Cherini. “Na medida em que fizermos alguma coisa para termos um horário específico, as pessoas saberão que carros-fortes só circularão para entregar ou receber malotes e dinheiro fora do horário de expediente”, complementa o parlamentar.

Segundo a justificativa do projeto, a entrega e a coleta de valores em estabelecimentos comerciais, bancos, shopping centers, aeroportos e escolas colocam em risco quem freqüenta estes lugares.

Cherini faz questão de ressaltar que está aberto a sugestões para melhorar o PL. “Não queremos um projeto radical demais, nossa idéia é regulamentar o serviço”, justifica. “Há a discussão de que os shoppings têm muito movimento depois das 18h30”, complementa. “Estou querendo criar uma regra estadual, mas teremos exceções, como no caso de entregas rotineiras com dia certo, hora marcada e itinerário definido.”

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Opiniões
O Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários) afirmou apoiar a proposta. Para a entidade, esta medida integra um pacote de ações que podem ajudar a reduzir os índices de violência no Estado e evitar assaltos a agências e postos bancários. Um levantamento feito pelo Sindicato aponta que, entre janeiro e início de julho, ocorreram 86 ataques a bancos, sendo 32 deles em Porto Alegre e 54 no Interior. Os dados de 2006 são ainda piores. Só no segundo semestre foram registrados 146 incidentes.

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