Projeto multimodal entre Brasil e Equador ganha força

A interligação dos mares do Atlântico e Pacífico por uma rota alternativa ao canal do Panamá começa a ganhar força entre o Brasil, Equador e Peru. Nesta quinta e sexta-feira,…

A interligação dos mares do Atlântico e Pacífico por uma rota alternativa ao canal do Panamá começa a ganhar força entre o Brasil, Equador e Peru. Nesta quinta e sexta-feira, na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), autoridades dos países vizinhos, do Ministério das Relações Exteriores do Brasil e técnicos da autarquia que gerencia os incentivos fiscais do Pólo Industrial de Manaus dão andamento a proposta de implantação do eixo hidro-rodoviário Manta (no Equador) – Manaus – Belém.

O projeto é ambicioso e vem sendo discutido por líderes políticos e empresariais da região nos últimos anos como meio de se acelerar o desenvolvimento sócio-econômico da região, que reúne uma população estimada de 225,2 milhões de pessoas, conforme destaca o ministro dos Transportes e Obras Públicas do Equador, Trajano Andrade Viteri. “Este é um projeto que ampliará a irmandade entre os países e promoverá melhoria da qualidade de vida de milhões de pessoas com a intensificação comercial na região”.

Esta é a segunda reunião entre os países envolvidos para tratar do assunto. O debate foi lançado pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e o do Equador, Rafael Correa Delgado, em abril passado, quando foi criada a Comissão Bilateral Brasil-Equador para tratar do assunto. Tem como proposta fundamental intensificar o comércio no continente através da redução do tempo de transporte com a ligação do Pacífico com o Atlântico sem ter que passar pelo canal do Panamá.

Na avaliação do superintendente adjunto de Projetos da SUFRAMA, Oldemar Ianck, o projeto promete consolidar a integração entre os países do continente, sobretudo os limítrofes com o Brasil. “Desta forma, os pólos de desenvolvimento se beneficiam desta logística, combatendo assim um dos principais problemas enfrentados pela economia amazônica, que é o elevado custo de transporte para a importação de insumos e exportação de produtos acabados”.

O coordenador geral de Estudos Econômicos e Empresarias da SUFRAMA, José Alberto da Costa Machado, informa que a dificuldade de logística na Amazônia faz com que as empresas locais façam uso do oneroso transporte aéreo para manterem suas atividades comerciais dinâmicas. “São aproximadamente dois mil pousos e decolagens de cargueiros por ano registrados no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes”, aponta o coordenador.

Dados fornecidos pelo Escritório de Representação do Ministério das Relações Exteriores na Região Norte (EREMA), com base no banco de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), mostram que as exportações da Zona Franca de Manaus para o Equador e Peru chegaram a aproximadamente US$ 47 milhões em 2006, valor que poderia ser muito maior a partir de um rota de transporte com custos menores e mais eficiente.

O subsecretário geral da América do Sul do Ministério das Relações Exteriores, o embaixador Jorge Taunay Filho, afirma que a Comissão Bilateral Brasil-Equador avaliará na reunião de Manaus os resultados do encontro em Manta e os próprios dados resultantes do intercâmbio entre os dois países desde quando se intensificaram os trabalhos em torno do projeto do eixo multimodal Manta-Manaus-Belém. “Depois daqui uma próxima reunião será marcada, provavelmente dentro de aproximadamente um mês”.

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