Preta Gil morre aos 50 anos, neste domingo (20), após uma intensa e pública batalha contra um câncer colorretal diagnosticado em janeiro de 2023.
A morte da cantora, compositora, atriz e empresária foi confirmada por sua assessoria de imprensa, enquanto a família ainda não se pronunciou oficialmente.
Filha de Gilberto Gil e herdeira de uma das famílias mais influentes da música brasileira, Preta se destacou não apenas por sua carreira artística, mas também por sua atuação social e política.
Diagnóstico, cirurgias e luta incansável contra o câncer
Desde o diagnóstico de câncer colorretal, Preta Gil se tornou um símbolo de resistência ao compartilhar com seus milhões de fãs cada etapa do tratamento.
Em agosto de 2023, passou por uma cirurgia de 14 horas que incluiu a retirada do útero.
Meses depois, revelou a necessidade de amputação do reto e o uso de ileostomia, uma adaptação que enfrentou com força e otimismo.
Em dezembro de 2023, já com a doença em progressão, foi submetida a uma cirurgia de 20 horas no exterior, em uma tentativa de conter o avanço do câncer, que havia atingido quatro áreas do corpo: dois linfonodos, o peritônio e um nódulo no ureter.
Mesmo diante das dificuldades, manteve o contato com o público, dizendo: “É fazer habilitação, me adaptar e seguir a vida. Sou muito grata de verdade”.
Em 2024, após tratamentos no Brasil não apresentarem os resultados esperados, buscou alternativas em centros internacionais de referência, como o Memorial Sloan Kettering Cancer Center, nos Estados Unidos.
“Temos que buscar alternativas em países diferentes, com estudos e drogas que ainda não chegaram ao Brasil”, declarou em uma de suas últimas entrevistas.
Carreira artística e legado musical
Preta Gil iniciou sua carreira solo no início dos anos 2000 e conquistou o público com músicas como “Sinais de Fogo” e “Meu Corpo Quer Você”. Sua trajetória musical foi marcada por uma linguagem direta e pela defesa do empoderamento feminino.
Celebrando 20 anos de carreira em 2022, Preta relembrou em entrevista à revista Quem: “Sou uma mulher preta, gorda e bissexual. Minha existência já é um ato político”. Seu posicionamento firme e sem filtros fez dela uma referência de representatividade e força no cenário cultural brasileiro.
Ativismo e impacto social
Além da música, Preta Gil foi uma voz ativa em pautas sociais. Defensora das minorias e de movimentos por igualdade, combateu o preconceito e promoveu discussões sobre aceitação e amor próprio.
Família, despedida e legado
Preta Gil deixa o filho Francisco, de 28 anos, fruto de seu relacionamento com Otávio Müller, e a neta Sol de Maria, de 7 anos.



















