Uma ponte interditada há 50 anos na BR-392, localizada entre os quilômetros 59 e 60, no limite entre Pelotas e Rio Grande (Litoral Sul), finalmente será recuperada.
Desde 1976, motoristas enfrentam restrições, utilizando apenas a travessia alternativa em pista simples, o que gera lentidão e impacto direto no escoamento da produção da Zona Sul, especialmente para o Porto de Rio Grande.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) anunciou que o edital para escolha da empresa responsável pelas obras já está em andamento.
As propostas serão conhecidas no dia 19 de dezembro, e a vencedora terá a missão de elaborar os estudos, projetos e executar os trabalhos.
Obra milionária e prazo definido
O investimento previsto é de R$ 126,31 milhões, com prazo estimado de dois anos e meio para conclusão.
Segundo o superintendente do Dnit no Rio Grande do Sul, Hiratan Pinheiro da Silva, a retomada da estrutura representa um marco para a região.
“A recuperação da ponte é uma demanda histórica da comunidade da Zona Sul. A partir de 2026, vamos poder devolver a travessia em pista duplicada, garantindo melhor fluidez e segurança no trânsito, inclusive para o Porto de Rio Grande”, destacou.
Uma ponte marcada por problemas desde os anos 70
Inaugurada em 1962, a ponte apresentou sinais de desgaste já em 1973, quando relatórios técnicos apontaram preocupações quanto à segurança.
No ano seguinte, o tráfego de caminhões pesados foi proibido. Pouco depois, em 1976, a estrutura foi totalmente interditada com a inauguração de uma nova ponte ao lado, que passou a concentrar todo o fluxo da rodovia.
Com isso, a obra original acabou se tornando um símbolo de abandono e de reivindicação popular ao longo de décadas.
Tentativas frustradas e solução definitiva
Em anos recentes, a concessionária Ecovias Sul, responsável pelo trecho da rodovia, chegou a propor a recuperação da ponte em troca da prorrogação do contrato de concessão.
A proposta, no entanto, foi rejeitada pelo Ministério dos Transportes.
Agora, com a autorização oficial, o Dnit assumirá a execução, dando fim a uma espera que já dura quase meio século.
O impacto da recuperação para a região
A duplicação do tráfego na ponte terá reflexos diretos na economia gaúcha.
Além de reduzir congestionamentos e aumentar a segurança viária, a obra vai melhorar a logística de acesso ao Porto de Rio Grande, no Litoral Sul, ponto estratégico para exportações e importações do país.
Para os moradores e motoristas da Zona Sul, a recuperação significa também mais rapidez nos deslocamentos diários e valorização da infraestrutura da região.





















