Polícia Civil desarticula organização que planejava matar juiz e delegado no RS

Polícia Civil desarticula organização criminosa  no RS O planejamento de um atentado contra desencadeado por uma organização criminosa sediada no Vale do Sinos, no Rio Grande do Sul, levou à…
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Polícia Civil desarticula organização criminosa  no RS

O planejamento de um atentado contra desencadeado por uma organização criminosa sediada no Vale do Sinos, no Rio Grande do Sul, levou à deflagração de uma operação de grande porte da Polícia Civil, na manhã desta segunda-feira (17), em Novo Hamburgo.

A ofensiva, batizada de Operação Sentinela, desmontou um esquema que articulava ataques contra agentes da Polícia Civil, do Ministério Público e do Judiciário, incluindo um magistrado do Rio Grande do Sul que estava entre os principais alvos identificados durante as investigações.

A ação resultou em 10 prisões, diversas medidas cautelares e na interrupção de um plano.

Vídeos, prints e conversas interceptadas comprovaram que o grupo criminoso monitorava endereços e compartilhava fotos das potenciais vítimas.

Os crimes atribuídos são os de coação no curso do processo (interligado com o planejamento dos atentados), organização criminosa, lavagem de dinheiro e narcotráfico.

Planejamento de atentado contra agentes públicos

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Mensagens analisadas pela Polícia Civil revelam ameaças diretas contra autoridades públicas, incluindo declarações explícitas de que membros da quadrilha estavam dispostos a matar um juiz e um delegado.

Segundo o delegado Carlos Henrique Wendt, diretor-geral do Denarc, o Estado não tolerará ameaças contra agentes públicos:

“Qualquer menção a atentados contra autoridades será integralmente apurada, e os envolvidos responderão nos termos da lei.”

A investigação apontou conexão do grupo com chefes de facções que já haviam sido indiciados na Operação Borgata, em 2019, a mesma que bloqueou cerca de R$ 10 milhões em bens ilícitos.

Como o grupo estruturava o plano

As análises de inteligência revelaram que o núcleo criminoso realizava:

  • Levantamento de endereços de autoridades

  • Troca de imagens das vítimas

  • Discussões sobre rotinas e possíveis oportunidades de ataque

  • Preparação de uma rede de apoio para fuga e execução dos atentados

Mensagens como “Se eu descobrisse onde era a casa do juiz, eu ia acampar para matar ele” demonstram o nível de periculosidade dos integrantes.

Núcleo financeiro movimentava mais de R$ 3 milhões em um ano

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Paralelamente ao planejamento dos atentados, o grupo operava um esquema robusto de lavagem de dinheiro, responsável por sustentar suas atividades criminosas.

A Delegacia de Repressão à Lavagem de Dinheiro (DRLD/Denarc) identificou:

  • Movimentações que podem superar R$ 3 milhões em 12 meses

  • Uso de contas de terceiros e contas de passagem

  • Triangulação bancária

  • Pulverização de depósitos

  • Compra de veículos de luxo (BMW, Audi, Hilux, Compass)

Segundo o delegado Adriano Nonnenmacher, tratava-se de uma lavagem “altamente sofisticada”, articulada de modo a ocultar valores por meio de dissimulações estruturadas.

Medidas judiciais cumpridas durante a operação

A ação desta segunda-feira incluiu 29 medidas cautelares, entre elas:

  • 7 prisões preventivas

  • 8 mandados de busca domiciliares

  • 7 bloqueios de contas bancárias

  • 7 veículos com ordem de indisponibilidade ou mandados de busca e apreensão

Ao todo, 70 policiais civis participaram da operação.

Periculosidade dos suspeitos impôs regime prisional mais rígido

Devido ao alto grau de violência associado ao grupo, ao menos três suspeitos foram encaminhados para a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC).

Eles devem cumprir Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) por 90 dias.

Segundo o delegado Rafael Liedtke, os investigados possuem antecedentes por homicídios, tráfico e roubos armados — reforçando a necessidade de um regime mais severo.

O que diz o Tribunal de Justiça do RS

Em relação à operação deflagrada pela Polícia Civil, na manhã desta segunda-feira, o Tribunal de Justiça informa que colaborou com a investigação, adotou e segue adotando medidas de monitoramento, segurança e proteção. O Serviço de Inteligência do TJRS, como de praxe, atua assim que ameaças são detectadas contra integrantes da instituição.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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