Petróleo no Litoral Gaúcho
O projeto de monitoramento ambiental começa a tomar forma com a assinatura iminente de um acordo entre a universidade e a norueguesa TGS, empresa autorizada a realizar pesquisas sísmicas na Bacia de Pelotas.
Segundo o pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da Furg, Eduardo Secchi, o estudo combinará observações em terra e no mar.
Monitoramento de espécies marinhas: baleias, tartarugas e telemetria
O projeto vai utilizar telemetria, tecnologia que permite o acompanhamento remoto de animais, para estudar cachalotes, baleias-piloto e tartarugas marinhas.
A intenção é entender o comportamento das espécies durante as pesquisas sísmicas.
“O projeto ecossistêmico avalia não apenas fatores físico-químicos, como temperatura, salinidade e nutrientes, mas também a biodiversidade, desde bactérias até grandes mamíferos marinhos”, explica Secchi.
Cruzeiros de pesquisa: 16 expedições previstas até 2026
Estão programados 16 cruzeiros para mapear a Bacia de Pelotas e coletar dados sobre o ambiente marinho.
A primeira embarcação deve sair ao mar a partir de abril de 2026, reforçando a importância do planejamento científico antes da exploração de petróleo.
Impacto na pesca: tubarão-azul
O professor Luís Gustavo Cardoso, do Instituto de Oceanografia da Furg, lidera o grupo que vai analisar os efeitos sobre a indústria pesqueira.
A equipe acompanhará espécies estratégicas, como o tubarão-azul, que representa fonte relevante de recursos pesqueiros no litoral gaúcho.
Recursos e investimentos: um dos maiores projetos da Furg
Embora o valor pago pela TGS à Furg esteja sob cláusula de confidencialidade, Secchi afirma que se trata de um dos maiores projetos da universidade, permitindo a abertura de novos editais para bolsistas e aquisição de equipamentos avançados para pesquisa ambiental.
Conformidade com o Ibama
Todos os estudos estão alinhados ao termo de referência do Ibama, exigência obrigatória para a emissão da licença que permitirá à TGS operar na região.



















