Pessoas que moram perto do mar vivem mais, segundo estudo
Um estudo publicado na revista científica Environmental Research revelou que pessoas que moram perto do mar podem ter uma expectativa de vida maior do que aquelas que vivem em áreas sem litoral, mesmo quando próximas a rios ou lagos.
A análise utilizou dados do censo de mais de 60 mil indivíduos e apontou que morar próximo à praia está associado a uma vida média de cerca de 80 anos — aproximadamente dois anos a mais que quem vive em áreas urbanas próximas a águas interiores.
Resultados da pesquisa
Os dados indicam que morar em regiões costeiras não só prolonga a vida, como também oferece benefícios à saúde física e mental.
Pessoas que vivem perto de rios ou lagos, especialmente em áreas rurais, também apresentaram ganhos na expectativa de vida, mas não tão expressivos quanto os moradores da costa.
Fatores que explicam a diferença
Segundo os pesquisadores, vários elementos podem contribuir para a maior longevidade de quem vive perto do mar, incluindo:
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Clima mais ameno, que reduz riscos de doenças respiratórias e cardiovasculares.
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Melhor qualidade do ar, devido à ventilação e à menor concentração de poluentes.
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Mais oportunidades de lazer, incentivando atividades físicas regulares.
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Maior status socioeconômico, resultado do alto valor imobiliário e custo de vida nessas regiões.
A influência do “espaço azul”
O pesquisador Jianyong Wu, cientista de saúde ambiental da Universidade Estadual de Ohio, destacou que os chamados “espaços azuis” — áreas próximas a corpos d’água — oferecem benefícios significativos.
“Achávamos que qualquer tipo de espaço azul poderia trazer ganhos para a saúde, mas ficamos surpresos ao ver uma diferença tão marcante entre quem vive no litoral e quem vive próximo a águas interiores.”
Natureza e longevidade: mais que uma coincidência
O estudo reforça que a natureza, especialmente o contato frequente com o mar, pode ter efeitos positivos sobre a saúde.
Ainda assim, os cientistas alertam que outros fatores — como hábitos de vida, alimentação e acesso a serviços de saúde — também desempenham papel essencial na expectativa de vida.




















