Juliana Brizola (24%) e Luciano Zucco (21%) estão tecnicamente empatados no RS, mas 46% do eleitorado segue indefinido, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quinta (30).
Cenário indefinido: indecisos lideram a disputa
Apesar da liderança numérica, Juliana não controla o jogo. O maior “candidato” neste momento é o grupo dos indecisos.
34% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votar, mesmo após contato com os nomes dos pré-candidatos.
Outros 12% indicaram intenção de voto nulo ou branco.
Na prática, isso significa que quase metade do eleitorado ainda não fez uma escolha definitiva.
Volatilidade recorde preocupa campanhas
O dado mais crítico é outro: 68% dos eleitores dizem que ainda podem mudar o voto.
Isso coloca a eleição em um estágio altamente instável, típico de pré-campanha, onde debates e exposição pública ainda não consolidaram preferências.
Empate técnico dentro da margem de erro
A diferença entre Juliana (24%) e Zucco (21%) está dentro da margem de erro de ±3 pontos percentuais.
Ou seja, estatisticamente, há empate técnico no primeiro turno.
Segundo turno favorece Juliana — por enquanto
Nos cenários projetados de segundo turno, Juliana aparece à frente dos adversários.
Mas o cenário é condicionado pela alta taxa de indecisão, que pode alterar completamente a dinâmica até o início oficial da campanha.
Outros candidatos enfrentam barreiras
Gabriel Souza tem baixo desempenho inicial
Gabriel Souza (MDB) registra apenas 6% das intenções de voto.
O número é baixo, mas pode crescer diante do elevado contingente de eleitores indecisos.
Fator rejeição pesa contra Juliana
Um dos principais desafios da líder é sua taxa de rejeição.
- Juliana Brizola: 35%
- Luciano Zucco: 17%
- Gabriel Souza: 12%
- Marcelo Maranata: 9%
A rejeição elevada pode limitar o crescimento da candidata em fases mais avançadas da disputa.
Eleitor gaúcho rejeita polarização nacional
Outro dado estratégico da pesquisa aponta um comportamento independente no RS.
- 45% não querem candidatos ligados a Lula ou Bolsonaro
- 23% preferem alinhamento com Lula
- 28% preferem alinhamento com Bolsonaro
O resultado indica que vínculos nacionais podem ajudar ou prejudicar candidatos, dependendo do público.
Avaliação do governo estadual entra no jogo
O governo de Eduardo Leite tem 51% de aprovação.
Por outro lado, 49% não querem que ele eleja um sucessor, criando um cenário ambíguo para aliados.
📊 DIRETO AO PONTO
- Juliana Brizola: 24%
- Luciano Zucco: 21%
- Indecisos: 34%
- Branco/Nulo: 12%
- Eleitores que podem mudar voto: 68%





















