Pesca do bagre em Imbé e Tramandaí
A atividade voltou a ser liberada após decisão do juiz da 9ª Vara Federal de Porto Alegre, Bruno Brum Ribas.
A autorização ocorre depois da análise de um pedido de liminar protocolado pelos municípios em 2 de outubro, garantindo segurança jurídica e suporte técnico para a retomada da atividade pesqueira, que possui grande importância econômica, social e cultural na região.
Dados técnicos sustentam retomada da pesca

Durante a reunião realizada na quinta-feira (16), foram apresentados os resultados dos monitoramentos feitos entre 2019 e 2024, incluindo o Monitoramento Pesqueiro do Rio Tramandaí (Mopert).
Os estudos confirmam a viabilidade da pesca controlada do bagre-marinho, com base em dados que indicam estabilidade da biomassa e possibilidade de manejo sustentável.
Participaram do encontro o prefeito de Imbé, Ique Vedovato, o vice-prefeito Régis Cacetinho, os secretários municipais Giovani Pereira (Pesca) e Gilcimar Amando (Meio Ambiente, Proteção Animal e Agricultura), além do procurador-geral Everton Melo e do assessor executivo Rodrigo Pereda.
Integração de esforços
O esforço conjunto do município com o Governo do Estado, buscou maior integração da Secretaria Estadual de Meio Ambiente nos trabalhos de monitoramento pesqueiro.
Segundo Vedovato, a articulação, apoiada pelo deputado estadual Luciano Silveira (MDB), foi determinante para a liberação da safra, reforçando um compromisso de longo prazo com a sustentabilidade da atividade.
Impactos econômicos e sociais da pesca do bagre
O prefeito destacou que a pesca do bagre-marinho gera cerca de R$ 5 milhões por ano na região, considerando receitas diretas da venda do peixe e os efeitos indiretos no comércio local, turismo e restaurantes.
Vedovato também ressaltou que Imbé seguirá mantendo o monitoramento pesqueiro por, no mínimo, 18 meses, garantindo transparência e gestão sustentável.
Histórico da captura e monitoramento
A captura do bagre-marinho está suspensa em todo o Rio Grande do Sul desde 2014, abrangendo a bacia do Rio Tramandaí.
Em 2018, a 9ª Vara Federal de Porto Alegre autorizou o projeto Mopert, conduzido inicialmente pela UFRGS, para estudar a dinâmica da pesca e subsidiar políticas de manejo sustentável.
Após o encerramento do programa em 2022, as prefeituras de Imbé e Tramandaí assumiram a execução do monitoramento nos anos de 2023 e 2024.




















