Pele de tilápia revoluciona tratamento de bugios feridos no RS

Pele de tilápia já usada em humanos passa a tratar macacos-bugios na Região Metropolitana de Porto Alegre, com recuperação mais rápida e menos dor. Pele de tilápia no tratamento de…
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Foto: Toca dos Bichos/Divulgação

Pele de tilápia já usada em humanos passa a tratar macacos-bugios na Região Metropolitana de Porto Alegre, com recuperação mais rápida e menos dor.

Pele de tilápia no tratamento de bugios

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Toca dos Bichos/Divulgação

A pele de tilápia está transformando o tratamento de animais silvestres feridos no Rio Grande do Sul. Utilizada com sucesso em queimaduras humanas, a técnica agora apresenta resultados expressivos na recuperação de bugios atendidos por equipes veterinárias na região.

O método foi introduzido pela médica veterinária Thaise de Lima Almeida, que buscava alternativas mais eficazes e menos invasivas para tratar ferimentos graves em primatas resgatados.

O que está acontecendo e por quê

Os primeiros casos envolveram um bugio atacado com lesões severas e uma fêmea vítima de choque elétrico.

A escolha da pele de tilápia não é por acaso. O material funciona como um curativo biológico natural, aderindo à pele lesionada e criando uma barreira protetora eficiente.

Por que a pele de tilápia funciona melhor

  • Alta concentração de colágeno e presença de ômega 3 que aceleram a cicatrização e contém baixa carga microbiana
  • Redução da dor, ao proteger terminações nervosas expostas
  • Menos trocas de curativo, reduzindo o estresse dos animais

Segundo a veterinária, os resultados são visíveis em poucas semanas. Em menos de um mês, os animais tratados apresentaram evolução significativa, superior aos métodos convencionais.

O papel do projeto e a pressão sobre a fauna no RS

O tratamento é realizado no projeto Voluntários da Fauna, da Toca dos Bichos, que atende mais de cinco mil animais por ano, entre silvestres, domésticos e exóticos.

Grande parte desses resgates está ligada a fatores como:

  • Expansão urbana e perda de habitat
  • Choques elétricos em redes urbanas
  • Atropelamentos
  • Ataques e interferência humana

Após a recuperação, os animais são devolvidos à natureza. Quando isso não é possível, são encaminhados para instituições especializadas.

Como ajudar o tratamento com pele de tilápia

O projeto depende diretamente de doações para manter a técnica ativa. A principal necessidade é a doação de tilápias inteiras, utilizadas na preparação do curativo biológico.

  • Doar peixes inteiros (tilápia)
  • Entrar em contato com o projeto Voluntários da Fauna
  • Apoiar iniciativas de preservação da fauna local

Em resumo

Pele de tilápia funciona mesmo em animais?

Sim. Os primeiros testes em bugios no RS mostram recuperação mais rápida e menos dor.

Por que usar pele de peixe em ferimentos?

Porque é rica em colágeno, protege a ferida, reduz infecções e acelera a cicatrização.

Como ajudar o projeto?

Doando tilápias inteiras ou apoiando iniciativas de resgate e reabilitação da fauna.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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