Mandados atingem cidades da Região Metropolitana e do Litoral Norte; investigação começou após grande apreensão na BR-386 e revelou logística camuflada em caixas de e-commerce.
Osório amanheceu com viaturas circulando e portas sendo batidas. A Operação La Paraguaya, do Denarc, colocou o Litoral Norte no centro de uma investigação que já prendeu 17 pessoas.
O alvo é uma organização criminosa que abastecia o Rio Grande do Sul com grandes cargas de maconha, usando caminhões registrados em nome de terceiros e embalagens que imitavam encomendas comuns.
O recado foi direto: cortar a rota do dinheiro e da logística antes do próximo carregamento chegar.
O que é a Operação La Paraguaya e por que Osório aparece no mapa?

A Polícia Civil cumpriu 18 mandados de prisão preventiva, 4 temporárias e 16 buscas e apreensões em cidades estratégicas, entre elas Osório, Porto Alegre, Canoas, Gravataí, Sapiranga e São Leopoldo.
Até agora, 17 suspeitos foram presos e quatro veículos apreendidos.
O Litoral Norte serviria como ponto de apoio logístico, rota de passagem e possível distribuição regional.
Como a investigação começou?
O estopim veio em março de 2025, quando a PRF apreendeu 1,5 tonelada de maconha na BR-386, em Montenegro.
A droga estava escondida em caixas de papelão com o logotipo de uma grande plataforma de compras online — estratégia pensada para não chamar atenção em transportadoras e pedágios.
Meses depois, outra apreensão semelhante em Triunfo confirmou o padrão. Era o mesmo “carimbo” da quadrilha.
Quem são as lideranças investigadas?

- Foragido com tornozeleira rompida, já envolvido em plano de fuga por túnel no antigo Presídio Central.
- Liderança do Campo da Tuca, área considerada uma das mais lucrativas do tráfico na Capital.
- Coordenador preso em Santa Catarina, com ligações com grupo do Vale dos Sinos.
- Suspeito com histórico de roubo com explosivos, hoje apontado como liderança em Sapucaia do Sul.
O perfil é o mesmo: gente experiente, acostumada a operar redes regionais e terceirizar o transporte para reduzir risco.
Como funcionava o esquema da droga?
A rota começava em cidades de fronteira no Mato Grosso do Sul e no Paraná.
De lá, fornecedores enviavam a carga para compradores no RS, usando caminhões “limpos”, registrados em nome de terceiros. Depois, a maconha era fracionada e redistribuída para facções locais.
Etapas do modelo criminoso
- Entrada por fronteiras terrestres
- Transporte em cargas camufladas
- Depósitos temporários em cidades médias
- Distribuição pulverizada para grupos menores
Resumo Rápido
P: Quantas pessoas foram presas?
R: Até o momento, 17 suspeitos.
P: Por que Osório foi alvo?
R: A cidade integra a rota logística de transporte e distribuição da droga.
P: O que chamou atenção na operação?
R: Maconha escondida em caixas com logotipo de plataforma de vendas online.





















