Operação Verão Total mudou a função das guaritas no litoral do Rio Grande do Sul. Além de vigiar o mar, os postos de guarda-vidas agora são identificados como “Local Seguro” para mulheres vítimas de violência.
A iniciativa do governo do Estado instalou adesivos informativos em 159 guaritas distribuídas por 16 praias. O objetivo é simples e direto: oferecer acolhimento imediato e acionar a rede policial quando necessário.
Como funciona o “Local Seguro” nas guaritas?
Na prática, o guarda-vidas virou a primeira escuta.
- A mulher procura a guarita sinalizada;
- Recebe acolhimento inicial;
- O guarda-vidas aciona a Brigada Militar ou a Polícia Civil;
- O atendimento formal segue com registro e encaminhamento.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do RS (CBMRS), até agora foram registrados oito boletins de ocorrência. Além disso, há diversos atendimentos de orientação que não viraram registro formal.
Quais praias participam da ação?
A rede cobre os principais pontos do litoral gaúcho:
- Torres
- Arroio do Sal
- Capão Novo
- Capão da Canoa
- Xangri-lá
- Imbé
- Tramandaí
- Nova Tramandaí
- Cidreira
- Balneário Pinhal
- Balneário Quintão
- Tavares
- São José do Norte
- Cassino
- Hermenegildo
- Barra do Chuí
Que tipo de violência é mais relatada?
O levantamento mais recente mostra predominância de violência psicológica e verbal: insultos, ameaças e xingamentos.
Também há registros de violência física.
Por que transformar guaritas em pontos de acolhimento?
Quem frequenta o litoral sabe: a guarita é referência visual na areia. Está visível, acessível e aberta.
Em nossas apurações com profissionais que atuam na temporada, o que se percebe é que muitas mulheres hesitam em procurar uma delegacia em plena faixa de areia. A guarita funciona como ponte discreta até a rede formal de proteção.
Resumo Rápido
P: O que é o “Local Seguro” no litoral do RS?
R: Guaritas de guarda-vidas sinalizadas para acolher mulheres vítimas de violência e acionar a polícia.
P: Quantas guaritas participam?
R: 159 guaritas em 16 praias do litoral gaúcho.
P: Já houve registros formais?
R: Sim, oito boletins de ocorrência até o momento.




















