Osório entra na mira de esquema milionário de drones usado por facções

A Operação Rasante, do Denarc, revelou um esquema sofisticado que usava drones para abastecer presídios no Rio Grande do Sul com celulares, drogas e até armas. Em nossas apurações, o…
Osório entra na mira de esquema milionário de drones usado por facções

A Operação Rasante, do Denarc, revelou um esquema sofisticado que usava drones para abastecer presídios no Rio Grande do Sul com celulares, drogas e até armas.

Em nossas apurações, o que mais chama atenção não é apenas o uso da tecnologia, mas o nível de organização e profissionalização do crime.

Como funcionava o esquema com drones?

A investigação identificou um modelo estruturado, dividido em núcleos com funções específicas — algo típico de organizações criminosas altamente profissionalizadas.

  • Núcleo técnico: responsável por montar, adaptar e pilotar drones
  • Núcleo operacional: cuidava da logística, transporte e execução
  • Comando interno: presos coordenavam as ações de dentro das cadeias

Os drones eram modificados para aumentar autonomia, alcance e capacidade de carga, podendo transportar até 25 celulares por voo.

Por que Osório entrou no radar da investigação?

Entre os destinos dos voos ilegais está o sistema prisional de Osório, além de cidades como Charqueadas, Canoas e Bento Gonçalves.

O que vimos na prática foi um mapeamento detalhado das rotas, com registros georreferenciados e vídeos feitos pelos próprios criminosos.

Quais tecnologias estavam sendo usadas?

Os equipamentos iam muito além de drones convencionais. A Polícia identificou:

  • Sensores térmicos para evitar vigilância
  • Voos noturnos para reduzir riscos
  • Compartimentos adaptados para lançamento de cargas
  • Drones com fibra óptica, difíceis de interceptar

Quem acompanha esse tipo de crime sabe: o uso de fibra óptica representa um salto técnico. Como o controle é feito por cabo, não há interferência por rádio — o que dificulta ações policiais.

Quanto dinheiro circulava no esquema?

Os valores envolvidos ajudam a entender o tamanho da operação.

  • Até R$ 70 mil por celular dentro do presídio
  • R$ 120 mil por drone utilizado
  • Milhões de reais movimentados pelas facções

Na prática, mesmo com alto custo, os drones podiam ser descartados após uma única missão — o lucro compensava.

Como os criminosos evitavam a polícia?

Além da tecnologia, havia estratégia.

  • Definição prévia de rotas e horários
  • Monitoramento de clima e sinal
  • Uso de jet-skis para fuga
  • Planejamento detalhado de risco

Os diálogos interceptados mostram domínio técnico e linguagem quase corporativa — incluindo planejamento de custos e divisão de lucros.

Resumo Rápido

P: O que foi a Operação Rasante?
R: Ação do Denarc contra esquema que usava drones para abastecer presídios.

P: O que era enviado?
R: Celulares, drogas e armas.

P: O que mais chamou atenção?
R: Uso de tecnologia avançada e organização profissional do crime.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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