Operação Aruana colocou o Rio Grande do Sul no centro de uma investigação nacional contra o tráfico de animais silvestres. Nesta terça-feira (3), o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do GAECO, cumpriu mandados em Pelotas e Glorinha, em apoio à ofensiva liderada pelo Ministério Público de Santa Catarina.
A ação teve alcance em cinco estados e revelou uma engrenagem criminosa sofisticada: falsificação de documentos, anilhas e chips para dar aparência de legalidade à venda de aves, répteis e mamíferos mantidos ilegalmente em cativeiro.
Como funcionava o esquema interestadual?
Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de prisão e 45 de busca e apreensão em 27 municípios da Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Segundo as investigações, o grupo atuava na:
- Falsificação de registros e documentação ambiental
- Inserção de anilhas e chips adulterados
- Transporte clandestino entre estados
- Comercialização para criadouros e eventos turísticos
No RS, dois investigados seriam responsáveis pela logística e transporte ilegal, incluindo deslocamentos com destino à Serra gaúcha.
Qual era o papel do Rio Grande do Sul?
Em nossas apurações, o que ficou evidente é que o Estado funcionava como ponto estratégico na cadeia logística.
Os investigados cumpriam funções operacionais: tratativas, entregas e deslocamento dos animais. A Brigada Militar prestou apoio nas diligências.
De acordo com o coordenador estadual do GAECO, promotor Rogério Meirelles Caldas, a troca de informações entre os Ministérios Públicos foi determinante para mapear a atuação no território gaúcho.
Por que essa operação nasceu agora?
A deflagração teve origem na análise de materiais apreendidos em uma operação realizada em 2024. O cruzamento de dados revelou novas conexões e ampliou o alcance da investigação.
O nome “Aruana” faz referência à sentinela da natureza — símbolo da atuação como guardiã da fauna.
Resumo Rápido
P: O que é a Operação Aruana?
R: Uma ofensiva nacional contra organização especializada em tráfico de animais silvestres.
P: Onde houve ações no RS?
R: Pelotas e Glorinha, com foco na logística e transporte ilegal.
P: O que diferenciava o esquema?
R: Falsificação de documentos e chips para simular legalidade no comércio.





















