A batimetria no Litoral Norte do RS está mais próxima de sair do papel.
O presidente da Amlinorte e prefeito de Imbé, Ique Vedovato, esteve em Porto Alegre na última segunda-feira (8) para tratar do projeto que deve viabilizar o levantamento dos pontos críticos da Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí, necessária para o desassoreamento dos canais da região.
O encontro ocorreu na Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA) e teve a participação do secretário adjunto Marcelo Camardelli Rosa.
A medida é considerada estratégica para garantir melhorias na navegação, na atividade pesqueira e na mobilidade lagunar, que atualmente sofrem com o assoreamento.
Reunião em Porto Alegre e articulação política
O encontro em Porto Alegre contou ainda com a presença do deputado estadual Luciano Silveira e do vice-prefeito de Imbé, Regis Cacetinho, além de técnicos da SEMA.
A mobilização da Amlinorte busca sensibilizar o governo estadual sobre a urgência do levantamento batimétrico, que indicará os trechos que necessitam de manutenção e dragagem.
Segundo Vedovato, o diálogo com o Estado tem avançado:
“A cada dia conquistamos mais espaço e apoio nesse tema, que é fundamental para melhorar as condições de navegação e pesca no nosso litoral”, declarou o presidente da Amlinorte.
Batimetria: o que é, como funciona e para que serve o mapeamento das profundidades

O que é batimetria e qual sua importância?
Batimetria é a ciência responsável por medir as profundidades de corpos d’água, como mares, rios, lagos e represas. Esses dados dão origem aos mapas batimétricos, que funcionam como os equivalentes aquáticos dos mapas topográficos, representando o relevo submerso por meio de curvas de nível.
A prática é essencial para garantir a segurança da navegação, o planejamento de obras de engenharia civil e portuária e a realização de estudos ambientais sobre ecossistemas aquáticos.
O que a batimetria faz?
A aplicação da batimetria é ampla e envolve diferentes funções, como:
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Mapeamento do fundo – identifica o relevo do leito de rios, lagos, represas e mares.
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Medição de profundidades – registra dados sobre a posição e a profundidade de pontos específicos.
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Criação de mapas batimétricos – semelhantes aos topográficos, mas voltados para ambientes submersos.
Essas informações permitem conhecer com precisão a geografia aquática, prevenindo acidentes e otimizando projetos de infraestrutura.
Como é feita a coleta de dados?
A coleta de dados batimétricos utiliza embarcações equipadas com tecnologia avançada:
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Receptores DGPS – registram a posição exata da embarcação.
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Ecobatímetros – emitem sinais sonoros para medir a profundidade.
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Sensores de atitude – monitoram os movimentos da embarcação durante o processo.
Em operações mais modernas, são usados navios não tripulados com sonares de alta precisão, o que garante resultados ainda mais detalhados e seguros.
Para que serve a batimetria?
A batimetria é indispensável em diferentes setores estratégicos:
Segurança da navegação
Ajuda a prevenir acidentes, identificando obstáculos submersos que podem colocar em risco barcos, navios e embarcações de transporte.
Engenharia civil e portos
Fundamental no planejamento de obras portuárias, dragagens e construções em represas, garantindo precisão nos projetos e execução segura.
Estudos ambientais
Permite mapear ecossistemas aquáticos, monitorar impactos ambientais e estudar o relevo submerso em regiões de interesse científico.
Comércio e transporte
Indispensável para a logística marítima e fluvial, assegurando rotas seguras para o transporte de cargas e mercadorias.
Conclusão
A batimetria vai muito além de medir profundidades: ela é um instrumento vital para o desenvolvimento econômico, ambiental e logístico, atuando como base para a segurança da navegação, grandes obras de engenharia e pesquisas científicas sobre os ecossistemas aquáticos.





















