Navio é desencalhado no Litoral
Navio encalhado no Porto do Rio Grande mobilizou uma das maiores operações recentes de resgate marítimo no litoral gaúcho.
O graneleiro de bandeira chinesa Rui Ning 21, que estava preso desde a tarde de sábado (13), foi desencalhado por volta das 13h deste domingo (14), após quase 24 horas de esforços coordenados pela Marinha do Brasil e empresas privadas especializadas em rebocagem.
A embarcação transporta 68.250 toneladas de soja, com destino final à China, e ficou imobilizada entre as bóias 2 e 4, logo após os Molhes da Barra, na saída do canal de acesso ao porto.
Como foi a operação de desencalhe
Segundo informações do Comando do 5º Distrito Naval, a manobra exigiu a utilização de cinco rebocadores: WS Polaris, Crater e Vitória LX (da Wilson Sons), Caripuna (da SAAM) e Genaro (da Svitzer).
Durante a ação, o canal de entrada e saída do Porto do Rio Grande precisou ser fechado temporariamente para garantir a segurança da navegação. Apenas operações de carga e descarga em terminais seguiram em andamento.
Porto do Rio Grande voltou à normalidade
Após o desencalhe bem-sucedido, o fluxo de embarcações foi retomado normalmente no início da tarde de domingo. A Marinha confirmou que o porto opera em plena capacidade e que não houve registro de danos ambientais ou riscos à segurança da tripulação.
Um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) já foi instaurado para apurar as causas do incidente, que ainda não foram oficialmente divulgadas.
Importância estratégica do porto e impacto econômico
O Porto do Rio Grande é o maior complexo portuário do sul do Brasil e um dos principais corredores de exportação de grãos do país. Episódios como o encalhe do Rui Ning 21 podem gerar preocupação no setor logístico, já que atrasos em operações de escoamento de commodities como a soja afetam diretamente a cadeia de exportação.
Apesar do transtorno, autoridades destacam que a rápida resposta garantiu que não houvesse maiores prejuízos econômicos.





















