Naufrágio em São José do Norte segue mobilizando esforços da Marinha do Brasil, mesmo após 13 dias do acidente que vitimou quatro tripulantes de um caíco que afundou próximo à região da Vila das Capivaras, na Lagoa dos Patos.
Dois corpos foram localizados sem vida e dois pescadores continuam desaparecidos, assim como a embarcação, que ainda não foi encontrada.
Diante do tempo transcorrido e da ampla varredura realizada nas áreas consideradas mais prováveis de localização das vítimas, a Marinha informou oficialmente que as operações de busca serão reduzidas progressivamente, embora não estejam sendo encerradas.
Em nota, a corporação reforçou que empregou todos os meios operacionais e humanos disponíveis, com tripulantes qualificados e estratégias baseadas em cálculos de deriva influenciados por ventos e correntes marítimas.
“Em virtude do tempo decorrido e da cobertura de todas as áreas prováveis para a obtenção de êxito na identificação e no resgate dos tripulantes desaparecidos, as atividades de buscas serão diminuídas paulatinamente nos próximos dias”, diz a nota da Marinha.
Apesar da redução, a instituição garantiu que não há previsão de encerramento definitivo das ações de busca e salvamento, mantendo vigilância e resposta ativa caso surjam novos indícios ou avistamentos.
O acidente marítimo, que comoveu a comunidade pesqueira da região, chama atenção também para os riscos de navegação em condições adversas, especialmente em áreas como lagoas e estuários, que apresentam rápida mudança nas condições de tempo.
Como medida de prevenção, a Marinha orienta que navegadores e pescadores estejam sempre atentos à meteorologia, antes de iniciar qualquer deslocamento náutico.
Naufrágio em São José do Norte
A corporação recomenda o uso do aplicativo Boletim ao Mar, que fornece previsões climáticas, alertas de mau tempo, cartas sinóticas e avisos-rádio náuticos diretamente em smartphones.
Além disso, a Marinha destaca a importância da participação da comunidade na notificação de emergências náuticas.
Qualquer ocorrência pode ser reportada por meio do telefone 185, canal direto com os centros de operações da Força Naval.





















